Nesta terça-feira, 30 de dezembro de 2025, a Petz comunicou que recebeu correspondência de Sergio Zimerman, acionista de referência, informando o empréstimo de 11.000.000 de ações ordinárias. Com isso, sua exposição total passou a 38,55%, composta por 173.915.975 ações ON e instrumentos derivativos referenciados em ações com liquidação financeira (venda de calls flexíveis) equivalentes a 2,4% de exposição econômica líquida, sem potencial de alterar sua participação acionária. No Anexo I, Zimerman reitera objetivo estritamente de investimento, sem acordos de voto ou intenção de mudança de controle, ressalvadas as disposições da combinação com a Cobasi, nos termos do Art. 12 da Resolução CVM nº 44.

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O ajuste de hoje aprofunda a calibração de exposição que vem sendo feita às vésperas do fechamento, em linha com o reequilíbrio societário e a manutenção de governança estável no período de transição. Essa trajetória já havia sido sinalizada pela redução de exposição para 41,0% comunicada mais cedo em 30/dez/2025, quando o acionista manteve derivativos com liquidação exclusivamente financeira e reforçou que não haveria alteração de direitos políticos. Na prática, a estratégia tem sido reduzir ruído de curto prazo, preservar previsibilidade de voto e preparar a base acionária para a migração, ao mesmo tempo em que se mantém a exposição econômica por meio de instrumentos que não resultam em aquisição de ações. O movimento atual também contrasta com a etapa anterior do roteiro, quando houve uma elevação para 45,3% em 23/dez/2025, destacando que a atual fase é de afinar pesos relativos entre participação acionária direta e exposição econômica, sem interferir no controle durante o pré-closing.

Em paralelo ao rebalanceamento do acionista de referência, a outra ponta da operação combinada vinha compondo sua posição na Petz de forma igualmente cautelosa e sem intenção de influenciar a gestão antes do fechamento. Esse pano de fundo ajuda a entender a função dos empréstimos de ações e dos derivativos cash-settled: dar previsibilidade à governança e ancorar a unificação das bases. Nesse contexto, vale lembrar a construção de posição por Kinea/Tefra (16,33% do capital), investidores ligados à Cobasi, acompanhada da mesma mensagem de estabilidade e ausência de acordos de voto até a Data de Fechamento. A convergência das comunicações — objetivo de investimento, instrumentos sem impacto em direitos políticos e ausência de concertação — reforça que a companhia está executando uma arrumação societária coerente com o roteiro da integração. Essa disciplina se alinha ao cronograma de fechamento e desenho societário com data‑alvo de 2/jan/2026, no qual a Petz será incorporada e as bases acionárias serão unificadas, abrindo espaço para a captura inicial de sinergias de escala e SG&A logo após o dia 1 da companhia combinada.

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