Nesta terça-feira, 30/12/2025, a Vittia aprovou a distribuição de JCP referentes aos exercícios de 1996 a 2005, somando R$ 4,733 milhões (R$ 0,03225465391 por ação). Os papéis negociam com direito até 08/01/2026 (data ex em 09/01/2026) e o pagamento ocorrerá até 31/12/2026. O cálculo usa a TJLP pro rata dia aplicada ao patrimônio líquido de 31/12 de cada exercício, com imputação ao dividendo obrigatório (Lei nº 9.249/1995 e Resolução CVM nº 143/2022). A companhia alinhou a deliberação ao entendimento do STF (Tema 1319), que reconhece a dedutibilidade fiscal de JCP de exercícios anteriores quando apurados e declarados conforme a legislação vigente, conferindo segurança jurídica. O anúncio mantém a previsibilidade de proventos praticada em 2025 e dá sequência ao calendário de JCP do 2º semestre de 2025, calculado pela TJLP e com pagamentos escalonados até 2026, reforçando consistência na política de remuneração.
Além do aspecto jurídico-tributário, o movimento reforça disciplina de alocação de capital: ao distribuir JCP com base histórica e cronograma que dilui desembolsos ao longo de 2026, a companhia otimiza benefício fiscal, evita concentração de caixa e preserva flexibilidade para investimentos. Essa decisão também conversa com ajustes recentes na estrutura de capital destinados a atravessar mudanças regulatórias sem perder fôlego para crescimento, como a bonificação de 10% em ações por capitalização de reservas, adotada para aproveitar exceções legais e preservar caixa. Em conjunto, a empresa constrói um mosaico em que instrumentos societários (JCP e bonificação) são usados de forma complementar para equilibrar retorno, liquidez e resiliência financeira.
Do ponto de vista operacional, a capacidade de sustentar essa cadência de proventos está ancorada na geração de caixa, na alavancagem contida e na gestão ativa do capital. No 3T25, a Vittia evidenciou eficiência e retorno ao acionista via cancelamento de ações e lançamento do 5º programa de recompra, sinalizando espaço para conciliar remuneração, recompras e projetos de crescimento sem comprometer a saúde financeira. Esse pano de fundo ajuda a entender a coerência entre o uso do JCP — inclusive retroativo, agora respaldado pelo STF — e a execução disciplinada observada no trimestre, conforme os resultados e a gestão de capital reportados no 3T25.







