Na segunda-feira, 29/12/2025, a Trisul (TRIS3) informou, em Fato Relevante e nos termos da Resolução CVM 44, o falecimento do conselheiro de administração José Roberto Cury (ocorrido em 28/12/2025). O documento, assinado pelo CFO/RI Fernando Salomão, registra sua contribuição às deliberações estratégicas e à governança e comunica que o Conselho deliberará oportunamente sobre a recomposição do órgão. É um evento de governança — sem efeito operacional imediato — que aciona o rito estatutário de sucessão e preserva a disciplina de disclosure observada na elevação do teto do guidance para lançamentos a até R$ 2,9 bilhões. Ao contextualizar, o Conselho tem sido central para ancorar a execução bimodal (MCMV e alto padrão), o calendário de lançamentos e a alocação de capital. A continuidade do plano estratégico tende a prevalecer, com comunicação tempestiva ao mercado e foco em previsibilidade de caixa e retorno.
Nos últimos meses, o board supervisionou decisões que combinaram robustez patrimonial e expansão com disciplina de riscos, evidenciando governança ativa sobre funding, margens e geração de caixa. Essa atuação cria um trilho para transição ordenada e reduz incertezas sobre prioridades de curto e médio prazo, como preservação de liquidez, cadência de obras e pipeline, enquanto mantém o balanço saudável e a consistência da execução. Esse arranjo ficou claro na bonificação e capitalização aprovadas em dezembro, que converteu reservas em capital sem saída de caixa, ampliando o lastro para o novo ciclo e reforçando o alinhamento entre estrutura de capital e ambição de crescimento. Para investidores, a recomposição do Conselho tende a manter esse eixo: disciplina de capital, transparência e execução faseada. No curto prazo, a companhia deve seguir o rito formal de indicação e eleição, preservando comitês e quóruns, enquanto a gestão executiva dá sequência ao cronograma de entregas e lançamentos já contratado para 2026.
A coerência entre governança e alocação também se refletiu na política de remuneração ao acionista, calibrada à geração de caixa e ao estágio do ciclo. A recente aprovação de proventos, com calendário que preserva liquidez operacional ao fatiar pagamentos ao longo de 2026, sinaliza previsibilidade e prudência, sugerindo que a recomposição do Conselho busca continuidade e não mudança de rota. Esse movimento foi materializado nos dividendos de R$ 100 milhões aprovados no fim de dezembro. Com esse pano de fundo, a substituição de um conselheiro, embora relevante, não altera a direção estratégica: acelerar com disciplina, monetizar estoque e sustentar margens, sob um Conselho que seguirá recompondo-se conforme o Estatuto e mantendo o padrão de comunicação ao mercado.







