Em 23 de dezembro de 2025, a Enjoei aprovou duas propostas de redução de capital, sem cancelamento de ações: (i) absorção dos prejuízos acumulados a serem apurados nas demonstrações de 2025 e (ii) restituição de 40 milhões de reais aos acionistas, com o objetivo de aprimorar a estrutura de capital. A administração justificou que a liquidez atual está acima das necessidades de curto prazo, sobretudo após a alienação de 25% da Cresci e Perdi, que adicionou 36,2 milhões de reais ao caixa. Em 30 de setembro de 2025, os prejuízos acumulados somavam cerca de 385 milhões de reais. A assembleia geral extraordinária será convocada para a mesma data da AGO de 2026; se aprovada, a restituição só se efetiva após o prazo legal de 60 dias contado da publicação da ata.
Este movimento dá continuidade à disciplina de capital e à simplificação do portfólio evidenciadas no 3T25: EBITDA recorde, geração de caixa e venda de 25% da Cresci e Perdi, quando a companhia reforçou liquidez, monetização e eficiência operacional. Ao optar por devolver capital excedente e reclassificar prejuízos, a empresa busca calibrar o balanço à sua escala atual e ao plano de negócios, preservando flexibilidade para 2026.
Estratégicamente, a absorção dos prejuízos limpa a conta de lucros acumulados e pode acelerar, no futuro, a elegibilidade para distribuição de resultados quando houver lucro, enquanto a restituição de 40 milhões de reais reduz a ociosidade financeira e potencialmente melhora métricas de retorno. Diferentemente de um grupamento de ações, a proposta não altera o número de papéis, reforçando a prioridade em fundamentos operacionais e de governança que a empresa vem sinalizando. Em paralelo ao ofício da B3 que estipulou meta de cotação acima de 1 real até 30/04/2026, a decisão atual privilegia a trajetória orgânica de eficiência e monetização para sustentar percepção de risco e preço no médio prazo.







