A Trisul (TRIS3) aprovou o pagamento de dividendos no montante total de R$ 100 milhões, equivalentes a R$ 0,4282343726 por ação ordinária (excluídas as ações em tesouraria). Farão jus os acionistas com posição em 26 de dezembro de 2025 (data-base); a partir de 29 de dezembro de 2025, as ações serão negociadas ex-dividendos. O pagamento será efetuado em moeda corrente nacional, em três parcelas mensais consecutivas: a primeira até 30 de abril de 2026, a segunda até 31 de maio de 2026 e a terceira até 30 de junho de 2026, sem atualização monetária ou incidência de juros. O crédito seguirá o domicílio bancário informado ao escriturador (Itaú Corretora de Valores S.A.); cadastros sem CPF/CNPJ ou dados bancários só receberão após atualização. Aos investidores com custódia, o repasse ocorrerá conforme os procedimentos das instituições depositárias. Os dividendos serão imputados ao dividendo obrigatório do exercício, conforme o Estatuto e a Lei 6.404/76.

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Este movimento consolida a estratégia, construída no segundo semestre, de equilibrar retorno ao acionista e robustez de capital. Em dezembro, a companhia converteu reserva de lucros em capital e distribuiu ações gratuitamente, preservando caixa e reforçando o patrimônio, com ampliação da base acionária via bonificação — passo que fortaleceu o balanço para o novo ciclo de lançamentos. Veja a bonificação e capitalização aprovadas em dezembro. Ao repetir o montante de R$ 100 milhões, a administração sinaliza previsibilidade e disciplina na alocação, adotando um cronograma de pagamento fatiado que preserva liquidez para o pipeline. O valor por ação agora (R$ 0,4282) é inferior ao praticado em novembro, em linha com a maior quantidade de ações em circulação pós-bonificação e com a intenção de manter a remuneração total estável e pró-rata aos acionistas, reforçando a coerência da política de capital. Essa continuidade dialoga com os dividendos de R$ 100 milhões aprovados em 13/11/2025, quando a companhia já havia sinalizado confiança na geração de caixa e disciplina financeira.

Do ponto de vista operacional, o pagamento programado para 2026 coexiste com a expansão de escala e margens e indica uma gestão prudente de caixa para sustentar fases sequenciais de projetos. No 3T25, a Trisul mostrou aceleração de receita, lucro e alavancagem operacional, suportada por lançamentos relevantes e um VSO saudável, o que dá sustentação à capacidade de remunerar o acionista sem comprometer a execução. Esse pano de fundo ficou evidente no resultado do 3T25 consolidando a virada operacional. A consistência no VSO, a execução em fases no MCMV e a preservação de margens no alto padrão, combinadas a um landbank robusto e funding casado, ampliam a previsibilidade de geração de caixa e a visibilidade para 2026. Em paralelo, a companhia elevou o teto de lançamentos projetados para 2025, formalizando maior ambição de crescimento e, ao mesmo tempo, mantendo o equilíbrio entre expansão e retorno ao acionista — movimento coerente com o calendário de dividendos agora anunciado e com a disciplina de capital praticada. Confira a elevação do teto do guidance para lançamentos a até R$ 2,9 bilhões.

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