No 3T25, a Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) reportou prejuízo líquido de R$ 1,36 milhão. A receita líquida somou R$ 896 mil (alta sobre os R$ 770 mil do 2T25), com margem bruta de 77,9% e lucro bruto de R$ 761 mil, enquanto o EBITDA foi negativo em R$ 851 mil. A produção totalizou 20.143 boe, distribuída entre os polos Barrinha (10.453 boe), Porto Carão (7.283 boe) e Periquito (2.407 boe). O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 28,4 milhões, refletindo o ciclo de obras e integração, com capex de R$ 49,6 milhões e dívida bancária de R$ 1,83 milhão ao fim de setembro. No societário, a homologação parcial do aumento de capital (68,9%) aportou R$ 103,3 milhões, elevou o capital social para R$ 296,5 milhões e resultou na emissão dos bônus AZTE11. No front técnico, houve teste estabilizado de 42 bbl/d no poço 3‑AND‑5‑RN (Açu‑3) e a subsidiária foi qualificada como Operadora C pela ANP. Como próximos passos, a companhia iniciará, em novembro, a construção dos sistemas de medição fiscal em Serraria, Pintassilgo, Lagoa Aroeira e Porto Carão, condicionada ao IDEMA/RN, com R$ 4,2 milhões previstos nessas instalações e R$ 5,8 milhões na perfuração/completação do poço 7‑CCZ‑3‑RN no 4T25.
Este trimestre ainda espelha a fase pré‑cessão definitiva dos ativos principais, com receita limitada e EBITDA negativo enquanto a infraestrutura necessária ao reconhecimento contábil integral avança. O movimento conecta‑se à prorrogação da B3 até 30/04/2026 e à fase final de conclusão regulatória nos polos Barrinha e Porto Carão, quando a companhia explicitou que a aprovação e o comissionamento dos sistemas independentes de medição fiscal destravam a tomada formal de produção/receitas pela subsidiária operadora. Em termos operacionais, a margem bruta elevada sobre base de receita pequena sugere mix favorável de óleo já sob operação e custos fixos ainda pouco diluídos; por isso, iniciar em novembro a construção das medições fiscais é o gatilho técnico para acelerar a transição. O cronograma de capex no 4T25 (R$ 4,2 milhões em instalações e R$ 5,8 milhões no 7‑CCZ‑3‑RN) reforça o foco em conectar obra, licença e produção, reduzindo o hiato entre a geração econômica já atribuída e sua contabilização.
Essa etapa dá continuidade à aprovação dos projetos de medição fiscal pela ANP em outubro e à produção média de setembro (229 boe/d), que detalharam o roteiro de ramp‑up e a dependência de licenças/obra para normalizar volumes. No financiamento, a homologação parcial do aumento de capital (R$ 103,3 milhões) e a emissão dos bônus AZTE11 permitem um funding por marcos, casando desembolsos ao calendário de licenças, comissionamentos e perfurações. Essa arquitetura mitiga riscos de liquidez enquanto o fluxo operacional permanece negativo (R$ 28,4 milhões no trimestre) por conta do ciclo de obras e da integração dos polos, inclusive após o teste do 3‑AND‑5‑RN e a qualificação como Operadora C.
O arranjo de capital também dialoga com a condição precedente do MOU da Petro‑Victory não atendida e as alternativas de estruturação via AZTE11, que preservam a estratégia de consolidar ativos na Bacia Potiguar sem pressionar o balanço no curto prazo. No eixo societário, a estabilidade da base de referência tende a suavizar a execução desse roadmap: o capital social foi reforçado, a dívida bancária segue modesta e a decisão de iniciar já em novembro as medições fiscais em múltiplos campos, condicionada ao IDEMA/RN, representa um marco de de‑risking operacional que deve reduzir dependências logísticas e destravar o reconhecimento de receitas pela operadora. Essa execução é apoiada pelo fortalecimento do “núcleo duro” acionário, evidenciado pelo aumento de participação de 3/11/2025, que reforçou a base acionária de referência, alinhando governança e financiamento à entrega de marcos regulatórios e operacionais.






