Nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, a Valid concluiu o bookbuilding da 11ª emissão de debêntures, totalizando R$ 200 milhões, em duas séries (R$ 150 mi e R$ 50 mi), sob registro automático da Resolução CVM 160 e direcionada a investidores profissionais. São 200.000 debêntures simples, quirografárias e não conversíveis, com alocação por vasos comunicantes (mínimo de 50.000 na 2ª série), ISINs BRVLIDDBS0B6 e BRVLIDDBS0C4, Bradesco BBI como Coordenador Líder e Oliveira Trust como Agente Fiduciário. A Moody’s atribuiu rating AA.br em 24/11/2025. A conclusão operacionaliza a captação e consolida o plano de alongar passivos e reforçar liquidez delineado na 11ª emissão aprovada em 24 de novembro, com foco em reforço de caixa e alongamento da dívida.
Ao optar pelo rito da 160 e pela distribuição em duas séries, a companhia preserva custo e flexibilidade de duration, aderente aos vencimentos de 2030 e 2032 definidos na aprovação, e adequada ao ciclo de contratos de Governo Digital. O mecanismo de vasos comunicantes equilibra demanda entre séries e reduz risco de execução. Diferentemente de operações puramente defensivas para rolagem, o objetivo declarado de reforço de caixa e capital de giro sustenta volumes e CAPEX seletivo nas frentes de ID & Gov. Digital e Novos Negócios em 2026, sem pressionar o caixa no curto prazo. Em paralelo, a política de retorno vem sendo calibrada para previsibilidade ao investidor, como na reconfiguração do cronograma dos JCP em oito parcelas para 2026, preservando o montante total.
O suporte a essa decisão está nos fundamentos operacionais recentes: retomada de receita nas verticais mais rentáveis, margens em alta e forte conversão de EBITDA em caixa, além de alavancagem negativa. Somam-se as captações a custo competitivo — como a FINEP de longo prazo — que permitem modelar um passivo estratégico, evitando dependência de curto prazo e abrindo espaço para crescimento e proventos recorrentes. Esses vetores foram evidenciados pela geração de caixa de R$ 122 mi e alavancagem negativa no 3T25, que ancoram a combinação de dívida eficiente e disciplina de capital.







