A Valid comunicou nesta segunda (8/12) um ajuste no cronograma de pagamento dos JCP de 2025: o total por ação permanece em R$ 1,50587326808, com data-base de 28/11/2025, agora fracionado em oito parcelas com desembolsos em 31/03, 30/06, 30/09 e 18/12 de 2026. A mudança decorre da separação dos pagamentos dos proventos, preservando valores e datas previamente divulgados. O número de ações considerado (78.553.455, já excluídas as em tesouraria) permanece o mesmo, consolidando a previsibilidade ao investidor e operacionalizando o valor por ação já recalibrado para refletir movimentos de tesouraria, conforme o ajuste do JCP e cronograma em quatro parcelas divulgado em 28 de novembro.
Na prática, a companhia substitui um modelo de quatro parcelas iguais por uma arquitetura de oito desembolsos mantidos nas mesmas datas, explicitando a segregação entre componentes de proventos sem alterar o montante total. Esse refinamento dá continuidade à disciplina de alocação de capital que a Valid vem comunicando: primeiro, sinalizou o piso da remuneração ao acionista; depois, adequou o valor por ação à base acionária efetiva; agora, ajusta o fluxo de pagamento para compatibilizar operação, caixa e previsibilidade ao longo do ano-calendário de 2026. A sequência fecha o ciclo iniciado pelo JCP de R$ 1,00 por ação aprovado em 21 de outubro.
Importante notar que a manutenção do cronograma e do valor por ação repousa em fundamentos operacionais. No 3T25, a Valid exibiu retomada de receita em verticais mais rentáveis, margens fortalecidas e conversão de EBITDA em caixa acima de 100%, além de alavancagem negativa. Esses vetores sustentam uma política de proventos recorrente sem comprometer investimentos em ID & Gov. Digital e Novos Negócios, reforçando a leitura de que a remuneração é consequência da geração de caixa, não um substituto do crescimento. Esse pano de fundo foi evidenciado pela geração de caixa de R$ 122 mi e alavancagem negativa no 3T25.
Por fim, o espaçamento das parcelas ao longo de 2026 se alinha ao desenho de passivos de maior duração e custo competitivo, reduzindo risco de refinanciamento e acomodando ciclos comerciais das frentes de Governo Digital. Ao escalonar proventos sem concentrar o uso de caixa, a Valid reforça previsibilidade ao investidor e preserva folga para CAPEX e capital de giro, em linha com a estratégia de financiar crescimento com dívida eficiente enquanto distribui resultados. Esse equilíbrio ficou claro na 11ª emissão de debêntures de R$ 200 mi para reforço de caixa e alongar dívida.







