A TIM informou que seu Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 28.678.509 ações mantidas em tesouraria, sem redução do capital social. Após a operação, o capital passa a ser dividido em 2.392.125.889 ações ordinárias. A medida decorre do Programa de Recompra vigente e implicará o ajuste do caput do Art. 5º do Estatuto Social na próxima Assembleia. Na prática, o cancelamento reduz a base acionária e tende a elevar métricas por ação (EPS e dividendos/ação), mantendo inalterado o patrimônio líquido. O movimento se alinha ao calendário de retorno ao acionista e dialoga diretamente com os proventos aprovados em 16 de dezembro de 2025, que já previam variação do valor por ação em função de recompras e cancelamentos, reforçando a coordenação entre buybacks e distribuição dentro do exercício.
Ao consolidar o efeito combinado de redução da base de ações e fluxo de dividendos/JSCP, a companhia aprofunda a disciplina de capital prevista para o ciclo 2025–2027, priorizando retorno total ao acionista sem comprometer crescimento. A iniciativa ocorre em um momento de baixa alavancagem e capex seletivo, condição que permite calibrar recompras e proventos com conforto de caixa, ao mesmo tempo em que sustenta a expansão de rede e a execução no B2B. Os fundamentos dessa flexibilidade foram evidenciados no resultado do 3T25, que destacou crescimento com eficiência, alavancagem contida e espaço para calibrar proventos, recompras e compromissos regulatórios, ancorando a previsibilidade do plano plurianual.
Do ponto de vista de governança, o cancelamento sem redução de capital simplifica a estrutura acionária, melhora a previsibilidade dos desembolsos de proventos (distribuídos sobre uma base menor) e sinaliza rigor na alocação entre crescimento e remuneração. Além disso, a medida preserva flexibilidade estatutária e foco em geração de valor por ação, mantendo o mercado informado conforme a regulação aplicável. Essa disciplina é coerente com a evolução recente do arcabouço decisório da companhia e foi fortalecida pela renovação do Conselho com perfil técnico em alocação de capital, anunciada em novembro, que tende a sustentar decisões asset-light, recompras oportunísticas e a previsibilidade dos retornos no horizonte do Plano 2025–2027.







