A TIM comunicou, em 3 de novembro de 2025, a renúncia de Herculano Aníbal Alves ao Conselho de Administração e, simultaneamente, a eleição de Denísio Augusto Liberato Delfino para o mesmo cargo, ambos com efeitos a partir de 1º de dezembro de 2025. Brasileiro, ex‑CEO da BB Asset e ex‑diretor da Previ, doutor em Economia pela FGV, com atuação destacada em ESG e mercados financeiros (inclusive no PRI até setembro/25), Denísio traz um perfil técnico alinhado à agenda de governança e capital da companhia. O movimento dá continuidade à evolução de governança observada ao longo do ano, em linha com os ajustes de governança de setembro de 2025, quando a TIM revisou papéis na alta gestão e sinalizou avaliação da Diretoria Estatutária para reforçar a coordenação entre estratégia e execução. A substituição preserva a conformidade com a Lei 6.404, a Resolução CVM 44 e o Regulamento do Novo Mercado, reiterando o compromisso de transparência com o mercado.
Ao incorporar um conselheiro com forte bagagem em alocação de capital, governança e sustentabilidade, a TIM reforça o controle estratégico de temas críticos: disciplina financeira, retorno ao acionista, riscos regulatórios e integração de ESG ao negócio. Esse perfil é aderente à agenda recente de eficiência operacional, ARPU ascendente, alavancagem contida e capex seletivo para 5G e densificação de rede, elementos que sustentaram a melhora de rentabilidade e a geração de caixa no ano. Tais vetores ficaram claros no resultado do 3T25, que evidenciou crescimento com eficiência e o alinhamento entre estratégia, alocação de capital e operação, criando um terreno fértil para que o Conselho mantenha foco em rentabilidade com prudência financeira.
Nesse contexto, a renovação do Conselho tende a fortalecer a execução de iniciativas estruturantes que exigem curadoria de risco‑retorno, como a expansão de cobertura por modelos de parceria e contratos de longo prazo, a monetização do B2B e a priorização de projetos com payback superior. A experiência de Denísio em fundos de pensão e no Ministério da Fazenda é particularmente útil para decisões asset‑light, que trocam capex por compromissos previsíveis de opex e performance, com governança robusta de contratos e metas. Essa lógica está no centro da parceria com a IHS no modelo MAKE/BUY para expansão de torres, desenhada para acelerar presença em áreas subatendidas preservando flexibilidade financeira e coerência com o retorno sobre capital.
Por fim, a consistência de governança também dialoga com a previsibilidade de retornos ao acionista, tema sensível para investidores institucionais e alinhado às melhores práticas do Novo Mercado. Em 2025, a companhia vem combinando crescimento com distribuição recorrente, apoiada por geração de caixa e endividamento controlado, o que demanda supervisão ativa do Conselho para calibrar ritmo de investimentos, liquidez e remuneração. Essa combinação ficou evidente no JSCP de R$ 480 milhões aprovado em setembro de 2025, que reforçou a disciplina de capital e a clareza do calendário de proventos; a entrada de um conselheiro com histórico em investimentos e ESG tende a sustentar essa previsibilidade, mantendo o mercado informado conforme a regulação aplicável.







