Na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, a Odontoprev informou que a Sprucegrove Investment Management detém 26.335.100 ações, equivalentes a 4,82% do capital, posição de 9/dez calculada sobre 545.825.286 ações (Fonte: Signal). Segundo a gestora, a participação é mantida para fins de investimento em nome de clientes, sem objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa. A carta também afirma que não há bônus de subscrição, direitos de subscrição, opções ou debêntures conversíveis, nem acordos de voto associados à posição. A divulgação ocorre em cumprimento à Resolução CVM 44/21.
Diferentemente do observado em novembro, quando a participação havia cruzado o patamar regulatório com 5,08% (27.724.700 ações), conforme a notificação de 5,08% divulgada em 7/novembro, a atualização de dezembro indica recuo para abaixo do gatilho de 5%, o que motiva nova comunicação. Como a mesma base de 545.825.286 ações foi utilizada em ambos os comunicados, a variação sugere desinvestimento líquido de aproximadamente 1,39 milhão de ações entre 6/nov e 9/dez, sem uso de derivativos, coerente com o caráter puramente econômico declarado. Esse ajuste é compatível com gestão ativa de portfólios de longo prazo e não altera a fotografia de controle da companhia, marcada por acionista de referência e free float amplo, nem sinaliza intenção de influenciar a governança, dado que a Sprucegrove reiterou inexistência de acordos de voto.
No pano de fundo, permanece a tese que tem atraído investidores institucionais: geração de caixa recorrente, distribuição previsível de proventos e execução comercial via canal Bradesco. No 3T25, a companhia reafirmou payout de 100% e coordenou o pagamento de dividendos e JCP para 10 de dezembro, além de encerrar recompra com cancelamento de ações — elementos que reforçam foco em valor por ação e previsibilidade. Esses pilares, detalhados nos resultados do 3T25 e na disciplina de capital (payout de 100% com pagamento em 10/dez), ajudam a explicar por que movimentos táticos de casas como a Sprucegrove tendem a refletir gestão de risco e liquidez, e não mudança de tese sobre a empresa.







