No 3T25, a Odontoprev reportou lucro líquido recorrente de R$ 129 mi, receita líquida de R$ 602 mi e EBITDA ajustado de R$ 178 mi, com margem de 29,6%. Em relação ao 3T24, houve avanço de receita (R$ 571 mi) e estabilidade de EBITDA (R$ 177 mi), mas com compressão de margem (30,9% no ano anterior), refletindo sinistralidade maior (40,6% do ROL vs. 37,7% no 3T24). No acumulado de 9M25, a margem EBITDA de 33,9% e o lucro recorrente de R$ 442 mi reforçam resiliência operacional, com tíquete médio de R$ 22,44 por membro/mês.

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O trimestre também marcou aceleração do mix em PME: a Bradesco Dental teve adições líquidas recordes (64 mil vidas no 3T; 181 mil em 12 meses), e a participação de PME na receita subiu para 23% (vs. 21% no 3T24), enquanto o corporativo representou 57% e o individual, 20%. Apesar da pressão de sinistralidade, o índice de despesas administrativas, comerciais e PDD recuou para 28,3% do ROL (29,5% no 3T24), indicando ganho de eficiência. O CAPEX de R$ 24 mi no 3T25 — R$ 23 mi em tecnologia — e 81 de 85 mi direcionados a tech no período OUT24–SET25 sustentam a estratégia de escala, controle de sinistros e produtividade comercial.

Na alocação de capital, a companhia somou R$ 677 mi em remuneração em caixa em 2025 e confirmou R$ 413 mi a pagar em 10/dez (R$ 314 mi em dividendos e R$ 99 mi em JCP). Este movimento consolida a disciplina de capital e a previsibilidade de proventos delineadas no payout de 100% anunciado no 2º tri de 2025, com coordenação de JCP e dividendos para pagamento em 10/dez e encerramento do programa de recompra com cancelamento de ações, reforçando o foco em valor por ação e coerência entre geração de caixa, estrutura de capital e retornos ao acionista.

Do ponto de vista estratégico, a combinação de crescimento em PME via canal Bradesco, prioridade em tecnologia e eficiência de despesas sustenta a expansão com qualidade, ainda que com um trade-off tático de margem por maior utilização (sinistralidade). A estrutura acionária — Bradesco com 53,54% e free float de 46,12% — e o reconhecimento Top of Mind pelo 12º ano consecutivo indicam robustez de marca e canal. Para o investidor, a leitura é de continuidade: crescimento suportado por distribuição forte, digitalização e disciplina de capital, com acompanhamento atento da sinistralidade como variável-chave de margem.

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