A Porto Seguro (PSSA3) apresentou um 3T25 de crescimento com rentabilidade: receita total de R$ 10,5 bi (+11% a/a), lucro líquido de R$ 832 mi (+13%) e ROAE de 23,0% (+0,1 p.p.), com base de 18 milhões de clientes e 32 milhões de negócios. A sinistralidade consolidada ficou em 51,6% (+0,8 p.p.), enquanto, no 9M25, a companhia somou R$ 30,5 bi em receita (+12%), R$ 2,5 bi de lucro (+29%) e ROAE de 23,4% (+3,0 p.p.). O guidance 2025 foi mantido nos principais vetores (sinistralidade do core entre 51–55%, Saúde entre 73–78%, PortoBank com receita +20% a +28%, entre outros), com ajustes no G&A de Seguros (10,0% a 10,5%) e de PortoServiço (7,5% a 8,5%). No trimestre, Seguros cresceu 3,3%, com maior velocidade em Patrimonial (+10,7%) e Vida (+12,9%), enquanto Auto variou +0,9% e marcou sinistralidade de 58,2%. Esse quadro reforça normalização gradual, porém com pressão residual no Auto — dinâmica que já havia sido antecipada pelo reporte SUSEP de agosto, que já cobrava convergência da sinistralidade do Auto à faixa do guidance e aceleração de prêmios ganhos.

Continua após o anúncio

Na Vertical Porto Seguro, o lucro foi de R$ 451 mi (+4,9%) e o ROAE de 32,2% (+3,2 p.p.), com sinistralidade por produto de 58,2% no Auto (+1,0 p.p.), 30,7% em Patrimonial (+2,1 p.p.) e 39,5% em Vida (+1,8 p.p.). O mix indica que ramos não-auto continuam amortecendo margens enquanto a competição por canais preserva comissionamentos elevados, exigindo disciplina de preço, subscrição e gestão de frequência/severidade. Para acelerar decisões de precificação mais granulares e reduzir assimetrias de jornada e de regulação de sinistros, a Porto já havia redesenhado sua liderança, fortalecendo dados, tecnologia e governança por meio do rearranjo executivo que reforçou Tecnologia, Dados e Atendimento e consolidou Governança e Riscos.

Fora do núcleo de seguros, a Porto Saúde manteve tração: receita de R$ 2,2 bi (+26,9%), sinistralidade do Seguro Saúde em 78,3% (-0,9 p.p.) e lucro de R$ 126 mi (+64,7%), com +335 mil beneficiários (Seguro Saúde +143 mil; Odonto +192 mil). No PortoBank, receita +29%, lucro +19%, índice de eficiência de 33,8% (-0,6 p.p.), carteira de R$ 21,7 bi (+19,5% a/a), inadimplência over 90 de 7,2% (vs. 8,9% do mercado) e NPS de 76. A combinação de crescimento, eficiência e NPS elevado sustenta geração de caixa e previsibilidade — base da disciplina de capital reiterada no JCP do 3º trimestre aprovado em 22 de setembro, ancorado na geração de caixa e na disciplina de margem. A manutenção dos ranges para 2025, somada a ROAE acima de 20%, indica continuidade do equilíbrio entre expansão e rentabilidade.

Em PortoServiço, a receita foi de R$ 606 mi (-2,4% a/a), com avanço de 59,8% em Produtos Digitais, EBITDA de R$ 91 mi (-13,8%), margem de 15,0% (-2,0 p.p.) e resultado de R$ 49,1 mi (-23,6%), além de NPS de 81 e mais de 1,3 milhão de atendimentos entre Auto, Residência e Empresa. O desempenho reflete uma fase de integração e priorização de plataformas digitais para capturar sinergias operacionais, padronizar SLAs com prestadores e sustentar cross-sell com o core de Seguros. Essa agenda ganhou arcabouço societário com a incorporação de assistências e acordo de acionistas na Porto Serviço, aprovada em 31 de outubro, concentrando o negócio de assistência em um único veículo e criando base para escalar eficiência e parcerias — um passo coerente com a revisão do G&A e com a meta de receita da vertical indicada no guidance 2025.

Publicidade
Tags:
Porto SeguroPSSA3