A Ânima Educação reportou no 3T25 lucro de R$ 36,5 mi (+87,9% a/a), receita de R$ 1.005,9 mi (+7,2%) e EBITDA ajustado ex-IFRS16 de R$ 303,0 mi (margem 30,1%). No acumulado de 2025, o lucro atingiu R$ 141,8 mi (+104,6%), com receita de R$ 3,1 bi (+5,0%) e EBITDA de R$ 945,0 mi (margem 31,0%). Por vertical, Core cresceu 4% em receita (margem 37,4%), o Ensino Digital avançou 14,8% com margem de 57,3% (+17,5 p.p.) e a Inspirali subiu 10,7%, com margem de 53,1%. Atração do Core +5,4% e tíquete médio em alta em todas as frentes. Esses números consolidam a virada operacional e confirmam os vetores que a companhia havia destacado na agenda de divulgação do 3T25 e os vetores que a administração pediu para acompanhar, como ganho de tíquete, resiliência em Medicina e aceleração do Digital.

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Do lado financeiro, o caixa operacional do trimestre foi de R$ 381,7 mi (+26,0%), a dívida líquida ajustada somou R$ 2.808,6 mi e a alavancagem caiu para 2,40x (de 2,66x no 2T25). No período, a companhia concluiu, via Inspirali, a aquisição dos 45% remanescentes da UniFG, passou a deter 100% do capital e pagou R$ 27,7 mi em dividendos a minoritários, enquanto a base de alunos de Medicina seguiu em expansão (Inspirali +5,1%) e a Educação Médica Continuada cresceu 116,1% no trimestre. Essa etapa societária encerra o ciclo iniciado com o exercício da opção para adquirir os 45% remanescentes da UniFG (CESG), com efeitos contábeis desde 1º de julho de 2025, explicando a eliminação de não controladores e parte do efeito na dívida reportada.

Em paralelo, a desalavancagem vem sendo sustentada por gestão ativa do passivo. A companhia aprovou em outubro uma captação de R$ 300 milhões em debêntures para alongar duration, suavizar o perfil de amortizações e reduzir o custo médio da dívida, reforçando a disciplina de capital. A melhora sequencial do índice de alavancagem no 3T25, combinada à forte geração de caixa e capex de R$ 59,7 mi (5,9% da receita), aponta execução consistente. Esse passo foi formalizado na 8ª emissão de debêntures voltada ao alongamento do passivo e à disciplina de capital. Se bem-sucedida, tende a dar previsibilidade ao custo de capital e preservar espaço para investimentos seletivos nas verticais Core, Digital e Medicina.

Por fim, as margens elevadas do Ensino Digital (57,3%) dialogam com a estratégia de escalar soluções tecnológicas e B2B, fortalecendo a diversificação de receitas e a proposta de empregabilidade. No curto prazo, a leitura de tendência passa por captação orgânica, cross-sell para bases corporativas e evolução do mix de produtos digitais, inclusive novas trilhas de aprendizagem e certificações; nesse contexto, a companhia vem construindo parcerias para acelerar o go-to-market e capturar tíquete incremental. Esse caminho foi reforçado pela combinação de negócios da VivaE com a Ada, que adiciona trilhas de upskilling em TI e plataforma de IA, potencializando retenção e monetização no B2B. O Investor Day de 18 de novembro deve detalhar como essas frentes, junto da captura de sinergias em Medicina, sustentam a terceira onda de crescimento e a trajetória de desalavancagem.

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