A Méliuz (CASH3) reportou um 3T25 forte: lucro consolidado de R$ 14,2 mi, receita líquida recorde de R$ 123,7 mi e EBITDA de R$ 26,5 mi (margem de 21,4%). Na comparação anual, a receita avançou 37% e o EBITDA 258%; sobre o 2T25, as altas foram de 26% e 120%. No acumulado de 12 meses, a companhia somou R$ 426,6 mi de receita e R$ 94,7 mi de EBITDA (margem de 22,2%). O Shopping Brasil cresceu 63% a/a, atingindo R$ 98,2 mi, com GMV de R$ 1,294 bi, take rate de 7,2% e net take rate de 2,1%; Ads e novas verticais já representam cerca de 25% da receita do segmento, enquanto a base total chegou a 45,9 mi de contas (+29% a/a). Em Serviços Financeiros, a receita foi de R$ 9,6 mi (-40% a/a; estável vs 2T25), refletindo a renegociação com o BV; a parceria somou 4,8 mi de contas digitais (+77% a/a), 278,2 mil cartões (+61%) e TPV de R$ 289,9 mi.

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Do lado da eficiência, custos e despesas ajustados ficaram em R$ 101,4 mi (82% da receita), com despesas fixas em 28% da receita LTM; marketing somou R$ 13,4 mi (12% da receita no LTM) e o cashback, R$ 51,4 mi. A geração de caixa entre o 2T25 e outubro foi de R$ 25,3 mi, em paralelo ao programa de recompra anunciado em 8/10. No pilar de tesouraria, não houve impacto contábil de Bitcoin no trimestre, mas a administração estima ganho não GAAP de R$ 17 mi; a linha de derivativos encerrou em R$ 3,7 mi e o Bitcoin Yield avançou 1,26% no trimestre e 920,29% no ano, em linha com a disciplina anunciada no programa de venda de opções de venda de Bitcoin garantidas por caixa para gerar yield e acumular BTC com disciplina. O discurso de “acelerar crescimento sem abrir mão da rentabilidade” encontra respaldo nesses vetores combinados: avanço do core, controle de custos e tesouraria produtiva.

Como Bitcoin Treasury Company, a Méliuz comprou 9,01 BTC no 3T25 e fechou com 604,69 BTC a preço médio de US$ 103.322, equivalentes a 535,20 sats por ação. O Bitcoin NAV alcançou cerca de US$ 68,9 mi (R$ 366,9 mi), reforçando que a acumulação está ancorada na geração do core e complementada por instrumentos de proteção e captura de prêmios. Essa engenharia de tesouraria, somada à aceleração do Shopping Brasil — onde novas verticais e Ads já respondem por 25% da receita — e à estabilização dos Serviços Financeiros após a renegociação com o BV, ajuda a reduzir ruídos sobre necessidade de capital e sustenta uma leitura mais previsível de margens e caixa. Nesse contexto, ganhou tração o interesse de investidores institucionais, como evidenciado pela entrada da RPS Capital com 5,6% do capital em 17/10/2025, sinalizando confiança na execução e na governança da tese.

No todo, o 3T25 consolida a virada operacional observada desde o primeiro semestre e mostra a continuidade de uma estratégia com três frentes: escalar o ecossistema de compras com monetizações adjacentes (Ads e novas verticais), ajustar o negócio financeiro ao novo contrato com o BV e transformar caixa recorrente em ativos estratégicos via Bitcoin com risco calibrado. A companhia reforçou o compromisso de aceleração com rentabilidade e realizará webcast em 6 de novembro de 2025, às 11h, para detalhar números e perspectivas.

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