Os números do 3T25 da Estapar (ALPK3) mostram aceleração com alavancagem operacional e disciplina financeira: receita líquida recorde de R$ 486,2 mi (+21,7% a/a), EBITDA ajustado de R$ 96,7 mi (margem de 19,9%) e EBIT ajustado de R$ 53,0 mi (+50,5%). O lucro líquido atingiu R$ 7,8 mi, ante R$ 3,1 mi no 3T24, enquanto em 12 meses somou R$ 8,3 mi. O recuo de 88 bps no custo da dívida (para CDI+1,6%) reforça o efeito do liability management sobre margens e geração de caixa. Este resultado consolida a aceleração já sinalizada na prévia operacional do 3T25, com recorde de receita e 22,2% de participação das plataformas digitais, agora confirmada pelos números divulgados.
Do lado operacional, o portfólio alcançou 804 operações e 520 mil vagas, com churn de 0,30%, apoiado por 30 inaugurações no trimestre (73 no 9M25) e maior exposição a shopping centers, inclusive em novas regiões de SP. No digital, o Zul+ chegou a 8,3 milhões de usuários e R$ 26,4 milhões em receita no 9M25 (+19,9%), enquanto a Zletric avançou para R$ 6,5 milhões (+42,6%), 1.337 eletropostos e 33 de recarga rápida; o acordo de interoperabilidade com a VoltBras amplia a rede para mais de 2.500 pontos. A combinação de escala, maior ticket e recorrência sustenta a margem de 19,9% e o avanço do EBIT. Em paralelo, a estabilidade acionária obtida com o aumento da participação indireta de André Esteves para 81,41% tende a dar previsibilidade à alocação de capital e à execução do pipeline (inaugurações e digital), reforçando a disciplina de liability management que reduziu o custo da dívida para CDI+1,6%. Com caixa de R$ 337,6 mi, geração operacional de R$ 153,1 mi no trimestre e dívida líquida de R$ 748,8 mi, a companhia entra no 4T com curva de amortização descrita como equilibrada e foco explícito em reduzir ainda mais o custo médio.
Em governança, o trimestre também marca ajustes compatíveis com a nova estrutura de controle. As renúncias ao Conselho de Administração anunciadas em 23 de outubro se inserem na recomposição dos assentos e comitês para sustentar a fase de crescimento e digitalização, preservando agilidade decisória e disciplina na alocação de capital. Para investidores, o encadeamento entre resultado operacional robusto, estabilidade societária e ajustes de governança sugere consolidação de eficiência e escala. Pontos de monitoramento: manutenção do churn em patamares historicamente baixos, evolução da participação das receitas digitais acima de 22%, maturação das inaugurações em shoppings e aeroportos, geração de caixa frente à amortização “equilibrada” e eventuais impactos das decisões do conselho sobre dividendos e free float.







