Na quarta-feira, 29 de outubro de 2025, a Iochpe-Maxion (MYPK3) informou as renúncias de Gustavo Berg Ioschpe e de sua suplente, Debora Berg Ioschpe, ao Conselho de Administração, por motivos pessoais. No mesmo dia, o Conselho nomeou Salomão Ioschpe para ocupar a vaga como membro titular, nos termos do art. 150 da Lei nº 6.404/76 e do parágrafo único do Art. 22 do estatuto. Com isso, ele deixa o posto de suplente para o qual havia sido eleito na AGO de 16 de abril de 2025. O mandato vai até a primeira assembleia geral subsequente, que deliberará sobre recondução para completar o ciclo atual, com término na AGO de 2027. O comunicado é assinado pelo diretor financeiro e de RI, Renato Salum.
O movimento preserva a continuidade da governança e evita vácuos decisórios, já que Salomão, suplente eleito em abril, assume como titular até a próxima assembleia. Em termos estratégicos, o Conselho vem sinalizando disciplina de capital e foco em execução, como se viu na declaração de JCP de R$ 46 milhões em 29 de setembro de 2025, que equilibrou remuneração ao acionista com preservação de liquidez para o ciclo de investimentos. Esse desenho reforça a leitura de que a empresa prioriza um “crescimento inteligente”, com ênfase em eficiência, mix de maior valor e redução do custo da dívida, pilares repetidos no relacionamento com investidores e nos últimos resultados. Ao manter estabilidade no topo da estrutura decisória, a companhia reduz riscos de execução e sustenta a narrativa de margens mais resilientes, além de preservar coerência entre conselho, gestão e agenda operacional.
Na base acionária, a participação de 5,19% da Charles River Capital em setembro de 2025 também apontou para confiança na trajetória sem intenção de interferir na governança. A combinação de um conselho com transição ordenada e investidores de longo prazo tende a reduzir volatilidade, sustentar a política de proventos e ancorar a próxima decisão da assembleia sobre a recondução do novo conselheiro até o término do mandato em 2027.







