Quarta-feira, 29 de outubro de 2025 — WEG (WEGE3) apresentou os resultados do 3º trimestre de 2025: receita operacional líquida de R$ 10,3 bi, alta de 4,2% ante o 3T24; EBITDA de R$ 2,3 bi, avanço de 2,3%; margem EBITDA de 22,2% e ROIC de 32,4%.

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No Brasil, o desempenho refletiu a atividade industrial, a continuidade das entregas em transmissão e distribuição (T&D) e a demanda de motores comerciais e appliance, com menor crescimento pela redução da receita de geração eólica na comparação anual. No exterior, a atividade industrial seguiu positiva, sobretudo na Europa; em GTD, T&D na América do Norte manteve bom volume, apesar de oscilações nas entregas de projetos de geração em Europa e Índia.

Nas áreas de negócios, a companhia reportou demanda saudável por itens de ciclo curto e entregas de ciclo longo como motores de média/alta tensão e painéis de automação. Em GTD, T&D foi impulsionado por transformadores de grande porte e subestações, enquanto a receita recuou em geração pela ausência de novos aerogeradores e pela conclusão de projetos de geração solar centralizada. Em motores comerciais e appliance, as vendas cresceram em ar-condicionado, motobombas e compressões; em tintas e vernizes, houve destaque para óleo e gás no Brasil, além de desempenho no México e contribuição da recém-adquirida Heresite nos EUA.

Segundo a administração, o EBITDA cresceu 2,3% e "a margem EBITDA continua em nível muito saudável: encerrou o trimestre em 22,2%"; a leve acomodação ante o 3T24 refletiu aumentos de custos de matérias-primas e o mix de produtos vendidos.

Os investimentos totalizaram R$ 673 mi no 3T25 (52% no Brasil e 48% no exterior). No país, seguem a modernização e expansão de T&D e ganhos de capacidade e produtividade em Jaraguá do Sul e Linhares. No exterior, avançam a nova fábrica de transformadores no México e a expansão de motores na China. A companhia também anunciou: plano de cerca de R$ 1,1 bi em Santa Catarina para ampliar o portfólio e a capacidade da Unidade Energia; US$ 77 mi na fábrica de transformadores especiais em Washington (Missouri); e R$ 160 mi para verticalização e expansão de motores em Linhares.

A WEG informou ainda metas climáticas com Escopos 1, 2 e 3 aprovadas pela Science Based Targets initiative e a aquisição do controle da Tupinambá Energia, de softwares e serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos.

Na sessão de perguntas, a empresa destacou a integração dos ativos da Marathon, com migração de sistemas e serviços compartilhados e redução anual de cerca de US$ 6 mi em custos, além de bom desempenho do negócio de alternadores. Sobre o mercado de T&D, a companhia afirmou já formar backlog nas unidades com conclusão de projetos entre o 1S26 e o fim de 2026, visando capturar oportunidades a partir de 2027 e, quando possível, no 2S26. Em relação às tarifas nos EUA, relatou medidas de recomposição de preços e reorganização logística; o impacto cheio deve aparecer no 4T25.

Para o restante do ano, a WEG afirmou que o "cenário geopolítico e macroeconômico global exige atenção", mas manteve a perspectiva de crescimento anual de receitas e "margens operacionais saudáveis", apoiada na presença internacional e no portfólio diversificado.

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