A WEG (WEGE3) apresentou aos investidores, em 24 de outubro de 2025, um retrato de crescimento com rentabilidade e escala: em 2024, lucro líquido de R$ 6,043 bilhões, receita líquida de R$ 38 bilhões, EBITDA de R$ 8,503 bilhões e margem EBITDA de 22,4% (vs. 21,8% em 2023, quando o lucro foi de R$ 5,732 bilhões e o EBITDA de R$ 7,090 bilhões). O pay-out de 2024 foi de 53% (vs. 50% em 2023), com R$ 3,191 bilhões distribuídos em dividendos. A receita por região em 2024 ficou em Brasil 43%, América do Norte 28%, Europa 13%, América do Sul & Central 6%, Ásia-Pacífico 6% e África 4%. No acumulado de 2025, o mercado externo representou 59% da receita, com avanço de +14% no ROL 9M25/9M24, destacando MCA (+20%), EEI (+14%), GTD (+10%) e T&V (+10%). Em 2024, os investimentos somaram R$ 1,850 bilhão em expansão (4,9% da receita) e R$ 1,082 bilhão em P&D (2,8%). A companhia opera 66 parques fabris em 18 países, tem mais de 49 mil colaboradores e 4.700 engenheiros, e reporta que 55,1% do faturamento de 2024 veio de produtos lançados nos últimos cinco anos. No mercado de capitais, são 4,197 bilhões de ações emitidas, preço de R$ 36,59 em 30/09/2025 (market cap de R$ 153,6 bilhões), free float majoritariamente estrangeiro e listagem no Novo Mercado desde 2007.

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Este conjunto de números consolida a virada operacional baseada em verticalização, escala e expansão geográfica, ancorando a execução industrial e de serviços. A cadência de CAPEX e a priorização de equipamentos de maior complexidade dialogam diretamente com o plano de R$ 1,1 bilhão até 2028 para ampliar a unidade Energia em SC, que adiciona capacidade em máquinas de grande porte e reforça a camada de serviços. Na prática, a combinação de investimentos com P&D sustenta ganhos de produtividade, padronização e redução de lead times, criando base para margens resilientes mesmo em ciclos de insumos desafiadores, enquanto a carteira de projetos eleva a visibilidade de receita em GTD e aplicações industriais intensivas.

No eixo internacional, a fotografia de 59% da receita no exterior em 2025 e o avanço de linhas como GTD e EEI confirmam a estratégia de proximidade de mercado e resiliência de cadeia. Esse movimento ganha tração com a expansão produtiva em praças críticas, exemplificada pelo investimento de US$ 77 milhões para ampliar Transformadores nos EUA (Washington, Missouri), que fortalece o atendimento a manufatura, data centers e reforço de rede norte-americanos. Ao aproximar capacidade do cliente e aprofundar automação e verticalização, a WEG melhora prazos, confiabilidade e diluição de custos fixos, sustentando competitividade global e assegurando crescimento com rentabilidade na ponta.

Além do hardware, a apresentação reforça a diretriz de “oferecer soluções mais completas e eficientes”, expandindo o escopo de produtos e serviços. Esse vetor de recorrência e dados se conecta à aquisição de ~54% da Tupi Mob (Tupinambá Energia), que adiciona camada digital (eMSP) ao ecossistema de mobilidade elétrica. Integrar equipamentos, software e analytics amplia monetização via gestão de redes, subscrição e manutenção preditiva, e conversa com o fato de 55,1% da receita de 2024 derivar de lançamentos dos últimos cinco anos. Em conjunto com P&D de 2,8% da receita e footprint global, a empresa costura inovação aplicada, captura de cross-sell e fidelização da base instalada, migrando de vendas pontuais para soluções completas no ciclo do cliente.

Por fim, a disciplina de capital se mantém como pilar: o pay-out de 53% em 2024 e os R$ 3,191 bilhões em dividendos evidenciam equilíbrio entre crescimento e remuneração. Essa consistência dialoga com o JCP de R$ 462,5 milhões deliberado em 23 de setembro, sinalizando previsibilidade de distribuição mesmo em um ciclo robusto de investimentos. Para o investidor, a leitura integrada é de continuidade: expansão de capacidade e de portfólio, internacionalização com proximidade de mercado e uma esteira de serviços e inovação que sustenta margens e geração de caixa ao longo do ciclo.

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