O Grupo Vamos (VAMO3) divulgou a prévia do 3T25 com aceleração operacional: receita líquida de R$ 1.529,0 milhões (+25,2% a/a; +8,3% t/t), recordes em Locação (R$ 1.037,2 mi; +11,9% a/a; +3,6% t/t) e Seminovos (R$ 392,3 mi; +86,3% a/a; +21,0% t/t), além de Indústria (R$ 99,5 mi; +19,1% a/a; +15,5% t/t). As retomadas somaram R$ 251,1 mi, queda de 31% t/t. A margem EBITDA deverá ter pequena redução vs. 2T25 por manutenção/peças ligadas a retomadas anteriores e adequação das equipes comerciais. Em Seminovos, a receita recorde veio com vendas 56% acima das retomadas (maior patamar desde 2T23); a margem permaneceu positiva, porém menor pelo mix e preço, enquanto a maior rotação eleva ocupação e reduz depreciação e despesas financeiras da frota ociosa. O capex implantado foi de R$ 1.044,8 mi (0 km R$ 776,0 mi; extensões R$ 160,9 mi; Sempre Novo R$ 107,9 mi) e houve término de contratos de R$ 209,4 mi. A companhia reiterou integralmente o guidance de 2025; dados preliminares e não auditados.
Este desempenho consolida a virada de disciplina de capital e rotação de ativos observada ao longo do ano e dá continuidade ao desenho de balanço mais previsível. O movimento alinha-se ao plano de alongar prazos, reduzir custo médio e diversificar funding apresentado na estratégia de gestão de passivos anunciada em 22 de setembro de 2025. A combinação de recorde em Seminovos com retomadas menores t/t sustenta a tese de liberar caixa via vendas e extensões, aumentar ocupação e aliviar depreciação e despesas financeiras, o que ajuda a preservar a rentabilidade mesmo com a pressão momentânea de manutenção. Em paralelo, a manutenção do guidance reforça que a companhia busca executar crescimento seletivo com menor consumo de caixa, mitigando a sensibilidade a juros locais elevados por meio de um passivo mais estável.
Na sequência, a execução financeira avançou com a emissão de US$ 300 milhões em notes com vencimento em 2031 precificada no fim de setembro, que suaviza o perfil de amortização e reduz risco de rolagem. Esse alongamento cria base para sustentar o capex implantado (incluindo 0 km e extensões), dar continuidade à estratégia de rotação de portfólio e suportar a ocupação da frota, elementos centrais para que a receita recorde de Locação e Seminovos se traduza em geração de caixa recorrente. Diferentemente do 2T25, quando a margem ainda não refletia o efeito pleno da redução da frota ociosa, a combinação de vendas acima das retomadas, menor pressão de retomadas t/t e funding alongado tende a estabilizar a trajetória de margens rumo ao guidance, apesar do curto prazo ainda impactado pelo mix de Seminovos e custos de manutenção.







