Na prévia operacional do 3T25, a Cyrela lançou R$ 5,1 bilhões (critério 100%) e vendeu R$ 3,5 bilhões, aceleração de 62% e 11% na comparação anual e de 22% e 9% vs. 2T25. A participação própria foi de 69% nos lançamentos e 71% nas vendas; 84% do VGV lançado será reconhecido por consolidação. A velocidade de vendas dos lançamentos foi de 41% e o VSO de 12 meses ficou em 50% (vs. 54,9% no 3T24 e 52,3% no 2T25), refletindo uma base de oferta maior. Este movimento consolida a virada operacional iniciada no trimestre anterior e amparada pelos resultados do 2T25, com ROE de 19,5% e backlog de R$ 9,8 bilhões a apropriar, que dão visibilidade para a conversão de lançamentos em receita.
No acumulado de 2025, os lançamentos atingiram R$ 14,0 bilhões (+123% a/a) e as vendas somaram R$ 9,8 bilhões (+27% a/a), indicando um ciclo de expansão com escala maior e participação média um pouco menor em JVs para alavancar o pipeline sem concentrar capital. Apesar do recuo do VSO em 12 meses, a maior proporção de consolidação (84% nos lançamentos e 81% nas vendas) preserva a previsibilidade de reconhecimento contábil. Esse equilíbrio entre crescimento e disciplina dialoga com a capacidade de remunerar o acionista, evidenciada pelo pagamento de R$ 391,6 milhões em dividendos em 2 de outubro de 2025, sem abrir mão do avanço de obras e da reposição de terrenos nas praças core.
Do lado da estrutura de capital e do posicionamento no mercado, a atração de investidores de longo prazo reforça a leitura de continuidade do ciclo. O volume lançado crescente, a maior diversificação via parcerias (redução da participação média para 69% nos lançamentos) e a previsibilidade advinda do backlog formam um conjunto que tende a reduzir percepção de risco operacional. Nesse contexto, a elevação da participação da Invesco para 5,104% do capital em agosto sinaliza confiança na execução e na disciplina financeira, elementos essenciais para sustentar margens e ROE enquanto a companhia acelera lançamentos. Em conjunto, a prévia do 3T25 confirma expansão com controle; os próximos marcos serão a evolução do VSO e a conversão da nova safra.







