Na segunda-feira, 29 de setembro de 2025, a Gafisa informou que a Nova Milano Investimentos reduziu sua participação para 548.738 ações ordinárias, equivalentes a 4,92% do capital (11.162.217 ON). A gestora indicou exposição exclusivamente em ações à vista e caracterizou o movimento como venda de papéis, com a posição atingida em 25 de setembro. O comunicado, assinado pelo DRI Carmelo Aldo Di Leta, atende ao art. 12 da Resolução CVM 44/2021. Ao cruzar para baixo o marco de 5%, a gestora inaugura um novo patamar de exposição, coerente com rebalanceamentos táticos e com a prática de calibrar posições em torno de marcos regulatórios.
Este movimento consolida uma trajetória iniciada com a entrada da Nova Milano como acionista relevante (10,07%), que marcou a fase de fortalecimento institucional após a captação e a reestruturação de capital da companhia. Desde então, o enredo combinou funding com maior profundidade do book e abertura de janelas de liquidez, criando espaço para gestores ajustarem risco sem alterar a tese. A redução agora para 4,92% sinaliza que a gestora completa um ciclo de realocação, alinhando limites internos de concentração e governança com o novo desenho da base, ao mesmo tempo em que preserva flexibilidade para recomposição conforme a dinâmica do papel.
Diferentemente de agosto, quando a casa buscou permanecer logo abaixo de um marco sensível ao mercado, a redução para 9,98% funcionou como etapa intermediária nessa descida. Primeiro, um ajuste marginal para maximizar flexibilidade; agora, a opção por um nível inferior a 5% reduz a probabilidade de cruzar marcos percentuais com frequência e dá liberdade para movimentos incrementais. A sequência 10,07% → 9,98% → 4,92% reforça disciplina tática: preservar governança, evitar ruído informacional desnecessário e adaptar o tamanho da posição à liquidez e ao calendário de eventos societários que podem afetar o denominador do capital.
A decisão também dialoga com o padrão mais amplo observado entre institucionais na ação. Em setembro, outra gestora reposicionou sua participação e evidenciou a prática de operar ao redor de marcos percentuais e de uma base acionária mais limpa pós-grupamento, como mostra o ajuste da MAM para 9,41% e o racional de calibração próximo a 10%. No conjunto, os movimentos sugerem uma base sofisticada que reequilibra exposição à medida que a engenharia de capital avança, o que tende a reduzir volatilidade técnica, ampliar a profundidade do book e sustentar a execução do plano operacional sem pressões desnecessárias sobre a estrutura de controle.







