Em comunicado de 28/09/2025, a Simpar negou as notícias sobre uma “suposta megacapitalização promovida pelo BTG Pactual na holding” e reiterou que o foco está na extração de valor da base de ativos, com mais geração de caixa via expansão de rentabilidade, menor volume de investimentos e fortalecimento da estrutura de capital. Essa mensagem é coerente com o desempenho recente e com a disciplina já evidenciada no resultado do 2T25, que combinou EBITDA recorde com redução de Capex e prioridade à geração de caixa. Naquele trimestre, o grupo alongou dívidas, melhorou a relação EBITDA/Capex e, inclusive, ajustou o crescimento em subsidiárias — caso da Vamos — para preservar retorno e liquidez em um ciclo de juros elevados. Também reforçou covenants confortáveis e ampliou a liquidez com captações de prazo mais longo, sinalizando que o fortalecimento do balanço viria prioritariamente da operação e de ajustes na alocação.

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Do lado de portfólio, a companhia vem reciclando capital de ativos intensivos e de ciclo longo, movimento que sustenta a agenda de robustez financeira destacada no comunicado. Exemplo direto é a alienação da Ciclus à Aegea, anunciada em agosto, com pagamento escalonado atrelado ao CDI — estrutura que suaviza o impacto de caixa no curto prazo e pode apoiar a redução do endividamento após o closing. Além disso, o fato de o BTG Pactual ter atuado como assessor nesse processo reforça que a relação com o banco se dá no âmbito de M&A e estruturação financeira, e não em uma captação dilutiva de capital, como ventilado pela imprensa.

Em paralelo, a diversificação de receitas com proteção cambial tem reforçado a resiliência do fluxo de caixa projetado. A primeira concessão internacional da CS Infra, com receitas tarifárias em dólar, adiciona hedge natural, exige investimentos graduais e amplia a previsibilidade de longo prazo — elementos compatíveis com a estratégia de fortalecer o balanço sem recorrer a uma “megacapitalização”. Em conjunto, os movimentos indicam continuidade: crescimento seletivo, gestão ativa de portfólio e disciplina financeira como vetores de criação de valor para os acionistas.

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