Nesta quarta-feira, 3 de setembro de 2025, a Méliuz (CASH3) converteu o excedente de caixa acima do nível operacional mínimo em Bitcoin, adquirindo 9,01 BTC por cerca de US$ 1,01 milhão (R$ 5,51 milhões) a um preço médio de US$ 112.172 por BTC. Com isso, a companhia passa a deter 604,69 BTC, com preço médio acumulado de US$ 103.323. O movimento dá sequência às compras de 2025 — 45,73 BTC em 5/3, 274,52 BTC em 15/5 e 275,43 BTC em 20/6 — e foi financiado integralmente por geração de caixa do core business. A empresa reportou ainda Bitcoin Yield de 1,43% desde o fechamento do 2T25, BTC Gain de 8,54 BTC e BTC US$ Gain de US$ 0,96 milhão em 65 dias, reforçando a disciplina da tesouraria em capturar ganhos operacionais e de marcação a mercado.

Continua após o anúncio

Este passo consolida a virada operacional iniciada no trimestre anterior: a companhia havia fechado o 2T25 com 595,7 BTC, lucro e forte expansão de métricas por ação, no seu primeiro ciclo completo como Bitcoin Treasury Company, como detalhado nos resultados do 2T25 — com lucro e Bitcoin Yield de 908%. Ao ultrapassar 600 BTC agora via caixa recorrente, a Méliuz sinaliza que a acumulação não depende de eventos extraordinários, mas da capacidade do shopping/e-commerce e serviços financeiros de gerar excedente para a tesouraria em Bitcoin, ajudando a amortecer a volatilidade de preços com cadência de compras e foco em eficiência operacional.

Além de reforçar execução, a comunicação preserva o rigor de disclosure. Em agosto, a empresa esclareceu que a referência a três fases — incluindo a marca de aproximadamente 600 BTC — não constituía guidance, mas histórico de execução em curso. A atualização de hoje dialoga com esse enquadramento, mostrando avanço orgânico e medido na carteira de BTC, conforme o esclarecimento sobre o plano em três fases e a marca de 600 BTC tratada como histórico. Em termos estratégicos, a conversão do excedente de caixa em BTC mantém coerência com a prioridade de aumentar Bitcoin por ação, sem alterar a operação-base, e coloca a companhia em posição de capturar potenciais assimetrias entre performance operacional e preço do ativo ao longo de ciclos.

No eixo de mercados de capitais, a decisão também conversa com a agenda de internacionalização da base acionária. Ao fortalecer métricas proprietárias (Bitcoin Yield, BTC por ação) e cadência de alocação, a empresa sustenta a narrativa que levou ao ingresso no OTCQX e à tese de Bitcoin Treasury Company com foco em aumentar Bitcoin por ação. A visibilidade em dólar cria um canal direto com investidores dos EUA para acompanhar a execução dessa política de tesouraria, enquanto o uso disciplinado do caixa operacional reduz dependência de novas emissões e dá previsibilidade ao processo de acumulação, elemento-chave para construir confiança e ampliar a liquidez da ação/ADR ao longo do tempo.

Publicidade
Tags:
MéliuzCASH3