Em 28 de agosto de 2025, a PDG Realty (PDGR3) informou que recebeu correspondência de Roberto Ferrarini sobre alienação de ações, passando a deter 798.200 ações ordinárias, equivalentes a 2,69% do capital. Segundo o investidor, a posição tem caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de influenciar controle ou administração, e não há derivativos ou acordos de voto associados. O comunicado foi feito conforme o art. 12 da Resolução CVM nº 44.
Esse ajuste de participação ocorre no contexto do aumento de capital de R$ 345,3 milhões, com direito de preferência em andamento, etapa central da reestruturação financeira prevista no plano de recuperação judicial. Como o período de subscrição vai de 13 de agosto a 12 de setembro de 2025, alterações de participação podem refletir realocação de portfólio, preparação para eventual diluição de quem não exercer a preferência e ajustes na base acionária típicos de janelas de captação. A declaração de neutralidade quanto ao controle sinaliza um movimento tático, focado em alocação e liquidez, e não em mudanças de governança.
Do lado operacional, o movimento do acionista acontece enquanto a empresa reporta sinais de tração em vendas, redução de despesas e execução de projetos prioritários — elementos que sustentam a tese de soerguimento, ainda que com efeitos contábeis de dívidas pressionando o resultado. Esses vetores ficaram evidentes nos resultados do 2º trimestre de 2025, com avanço das vendas e progresso dos projetos ix.Tatuapé e ix.Santana, oferecendo contexto para a reprecificação de riscos e para o redesenho da base acionária em meio ao aumento de capital.







