Em 28 de agosto de 2025, a CPFL Energia (CPFE3) informou que suas metas de curto prazo para emissões de GEE foram validadas pelo Science Based Targets initiative (SBTi). Com ano-base de 2021 e horizonte até 2030, os compromissos estão alinhados à trajetória de 1,5°C: reduzir em 90% as emissões de Escopo 1 por MWh na geração de eletricidade e calor, cortar 56,3% as emissões absolutas de Escopos 1 e 2, diminuir em 87% as emissões de Escopos 1 e 3 por MWh relacionadas à eletricidade comercializada e reduzir em 36% as demais emissões absolutas de Escopo 3. O escopo inclui emissões e remoções ligadas à bioenergia. O SBTi é apoiado por CDP, Pacto Global da ONU, WRI, WWF e We Mean Business.
O movimento dá continuidade à estratégia de transição com disciplina operacional e financeira que a companhia vem executando. No 2T25, a CPFL apresentou resiliência e sinais de realocação do portfólio, como registrado nos números do 2T25, com rating global Baa2 e ajustes no portfólio de geração. Esse conjunto — queda de PDD, combate a perdas e avanços em concessões — cria base para financiar capex de descarbonização (modernização de rede, eficiência e digitalização) sem pressionar a alavancagem. Ao mesmo tempo, a saída de ativos menos aderentes e o término de contratos de biomassa indicam direção coerente com a meta de intensidade de emissões, conectando a ambição SBTi a uma agenda operacional já em execução e mensurável.
Em governança, a CPFL ajustou a liderança para sustentar a execução e a prestação de contas das metas climáticas, reforçando a integração entre Operações de Mercado, Desenvolvimento de Negócios e Relações com Investidores. Esse arranjo reduz ruídos na implementação, melhora a originação de projetos renováveis e alinha responsabilidades com o ciclo de comunicação financeira, em linha com a reestruturação na diretoria executiva anunciada em 13 de agosto. Ao vincular metas climáticas a estruturas executivas claras, a empresa aumenta a previsibilidade na entrega de marcos até 2030 e fortalece o diálogo com reguladores e investidores.
A consistência entre ambição climática e disciplina de capital é outro vetor que sustenta a narrativa corporativa. Ao mesmo tempo em que persegue cortes relevantes de emissões em todos os escopos — inclusive contabilizando emissões e remoções ligadas à bioenergia — a companhia mantém previsibilidade na remuneração ao acionista e um calendário de caixa compatível com a execução de investimentos; essa coerência ficou clara na continuidade do cronograma de proventos, exemplificada pela terceira parcela de dividendos paga em 25/08, consolidando a disciplina de capital. O equilíbrio entre retorno e investimento dá lastro para financiar a transição sem rupturas de caixa, mostrando que a validação SBTi não é um evento isolado, mas a consolidação de uma estratégia que integra operação, governança e alocação de recursos.







