A Zamp comunicou ter obtido, em 18 de agosto de 2025, o consentimento prévio (waiver) do titular da 1ª Emissão de Notas Comerciais para que não haja vencimento antecipado das obrigações decorrentes dessas notas no contexto da OPA lançada pela MC Brazil F&B. A oferta visa converter o registro de emissora da categoria A para B e viabilizar a saída do Segmento Básico da B3. Esse waiver atua como salvaguarda de crédito em operações de mudança de controle/deslistagem e dá continuidade ao parecer favorável do Conselho de Administração à OPA em 14 de agosto, que havia consolidado a etapa de governança da migração.
Com a neutralização de potenciais gatilhos de covenant, a companhia preserva previsibilidade regulatória e financeira, reduz o risco de litigância por aceleração de dívida e mantém o cronograma da OPA. Esse movimento também indica coordenação entre credores e acionistas, condição chave para fechar capital com menor atrito e sob estrutura de capital mais simples, pavimentando a execução estratégica da controladora fora do mercado público. Em linha com esse roteiro, a aprovação da OPA pela CVM a R$ 3,50 por ação e a preparação do leilão de 8 de setembro já haviam colocado o processo na sua fase final, restando ajustes contratuais e operacionais como o waiver agora anunciado.
Do ponto de vista de narrativa corporativa, o waiver funciona como a ponte entre a frente financeira (covenants de dívidas) e a frente regulatória, eliminando assimetrias de risco e dando visibilidade ao desfecho da OPA. Ele reduz possíveis custos de transação, evita recompras forçadas de notas, resguarda a relação com credores estratégicos e sustenta a gestão de caixa durante o período de oferta, leilão e liquidação, aumentando a probabilidade de execução sem sobressaltos. Essa coordenação vem na esteira do encerramento, em 21 de junho, do prazo para contestação da conversão sem qualquer oposição, que já havia sinalizado alinhamento dos minoritários com a simplificação societária e abriu caminho para a fase final da reorganização.







