A IMC (MEAL3) reportou prejuízo de R$ 32,4 milhões no 2T25, mas mostrou resiliência operacional: receita líquida de R$ 590,8 milhões (+3,6% A/A) e margem bruta de 35,8% (+242 bps). O EBITDA ajustado foi de R$ 70,7 milhões (-37,6%), distorcido pela base com efeito não recorrente no 2T24; excluído esse item, o EBITDA recorrente avançou 6,5%. No Brasil, a receita cresceu 12,6%, com destaque para Casual & Mall (+21,7% de receita e +466 bps de margem), SSS de KFC +15,5% e Pizza Hut +1,7%. Frango Assado aumentou o EBITDA ex-IFRS16 em 25,8% e SSS de restaurantes em +8,0%. Em Air, a receita subiu 14,2% e o EBITDA ex-IFRS16 30,0%. Nos EUA, a margem bruta avançou (+207 bps), apesar do recuo de receita em moeda local por efeitos residuais de fechamentos em 2024. Vendas digitais saltaram 56,9% (R$ 325 milhões), com forte adoção de totens, e a rede fechou o trimestre com 590 lojas, expansão líquida de 25 unidades em 12 meses.
O trimestre também marca a execução financeira do redesenho de portfólio: a IMC concluiu o deal do KFC recebendo US$ 12,5 milhões e antecipando outros US$ 22,5 milhões. Este movimento dá continuidade à parceria estratégica do KFC concluída em junho, que criou uma estrutura dedicada para a marca e reforçou o caixa. O efeito aparece na alavancagem de 1,7x EBITDA LTM ex-IFRS16, favorecendo a disciplina na alocação de capital que a administração enfatiza. Os números confirmam a tração da estratégia no Brasil — com SSS positivos e expansão de margens — ao mesmo tempo em que os EUA ajustam volume após o ciclo de fechamentos, sustentando melhora de rentabilidade local. A aceleração digital e o foco em experiência do consumidor reforçam a tese de ganho de produtividade e ticket.
Do lado societário, o interesse do mercado ganhou densidade nas semanas seguintes, apoiado pelo fortalecimento da estrutura de capital e pela redução do risco de execução decorrente do redesenho do portfólio. Esse pano de fundo reconfigura a base acionária e sinaliza suporte à agenda de crescimento com rigor financeiro e eficiência operacional. Essa leitura se materializou na participação de 35,01% da UV Gestora em julho, um investimento declarado de caráter financeiro que valida a estratégia e amplia o fôlego para capturar sinergias da nova estrutura do KFC, sustentar SSS e margens no Brasil, recuperar volumes nos EUA e converter a maior penetração digital em geração de caixa recorrente.







