O IRB Brasil reportou lucro líquido de R$ 143,6 milhões no 2T25, alta de 120% ante o 2T24 e de 21% frente ao 1T25. O resultado de underwriting somou R$ 229,0 milhões e o índice combinado recuou para 89,8%. No semestre, o lucro atingiu R$ 262,1 milhões e o combined ficou em 96,1% (102,1% nos 6M24), com subscrição de R$ 332,2 milhões (+113% a/a) e solvência de 237%. A sinistralidade caiu para 51,9% (65,0% no 2T24) e o comissionamento para 20,7% (30,7% no 2T24), refletindo seleção de riscos e retrocessão mais eficiente, mesmo em hard market. O prêmio emitido totalizou R$ 1,343 bilhão, com retração no Brasil e avanço de 36% no exterior, sinalizando realocação para nichos mais rentáveis.

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Este resultado consolida a virada operacional sustentada por governança e accountability, reforçadas pela sentença arbitral contra ex-diretores em 13 de agosto de 2025. Ao reduzir incertezas jurídicas e fortalecer a disciplina interna, a companhia cria base para manter a seletividade que apareceu na queda de Vida e Rural e no redesenho da carteira. Diferentemente do 2T24, quando a sinistralidade estava elevada e o custo de aquisição pressionava a margem, os números de 2025 sugerem capacidade de precificação, controle de despesas de intermediação e uso ativo da retrocessão, com índice de 38% no trimestre e 30,5% no semestre, preservando capital e suportando solvência.

A comunicação com o mercado também seguiu um roteiro disciplinado no trimestre, em linha com o calendário e período de silêncio do 2T25 que reforçaram a governança. Além disso, a emissão, via Andrina SSPE, da primeira Letra de Risco de Seguro do país em 30 de maio, no valor de R$ 33,7 milhões, conecta a agenda de inovação e transferência de risco com a estratégia de capital mais leve e diversificada, potencialmente reduzindo a volatilidade dos resultados ao longo de eventos extremos.

Em conjunto, os dados narram uma companhia priorizando rentabilidade a volume: pruning de contratos menos atrativos, geografia mais equilibrada, analytics com o Projeto Data Lake e foco em cultura reconhecida pelo GPTW. Se o hard market persistir, o IRB tende a capturar preço com disciplina de underwriting e ganho financeiro, mantendo a trajetória de normalização operacional e solvência bem acima do requerido.

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