A Azevedo & Travassos Energia encerrou julho de 2025 com produção média de 190 bb/d, avanço de 24% sobre junho (152 bb/d). Na participação societária, foram 106 boe/d atribuídos à companhia, com o Polo Barrinha como principal contribuinte, seguido por Porto Carão. O mês também marcou o início da produção comercial de gás no Campo de Periquito, com 23 boe/d, após a restauração de poços. Este resultado consolida a virada operacional iniciada com o contrato de gás natural de 36 meses assinado pela subsidiária Phoenix, que estabelece o arcabouço de monetização do gás e dá previsibilidade à certificação independente de reservas prevista até setembro.
Operacionalmente, a empresa destacou a entrada em produção do poço ALC-4 em 28/07 e a avaliação em andamento do poço 3-AND-5-RN no Campo de Andorinha, utilizando sonda de produção terrestre, com conclusão prevista para agosto. O movimento dá continuidade à campanha de incremento de produção e à conexão gradual de novos pontos à infraestrutura existente, alinhando perfuração, completação e escoamento para elevar o patamar produtivo no segundo semestre. Nesse contexto, a avaliação atual é a etapa seguinte à conclusão da perfuração do 3-AND-5-RN com 13 metros de net pay, que abriu caminho para a futura conexão do poço à estação coletora de Andorinha.
Além disso, seguem as ações do Consórcio ATP-PVE relacionadas ao contrato de compra e venda dos ativos da Brava Energia no RN, abrangendo frentes operacionais, ambientais, regulatórias e adequações nas instalações de produção iniciadas em fevereiro. Este capítulo representa a integração de portfólio e captura de sinergias na Bacia Potiguar, com potencial para acelerar ramp-up de produção e monetização de reservas. A decisão alinha-se à aquisição de 100% da Petro-Victory Energy, que adicionou Andorinha e os polos Barrinha e Porto Carão, consolidando a estratégia de concentrar ativos operados e destravar decisões sem necessidade de aprovações conjuntas.
Do ponto de vista financeiro e de governança, a cadência operacional vem amparada pelo reforço de capital em curso e pela estabilização da base acionária. Dias antes desta divulgação, houve o movimento dos acionistas de referência que reforçou a base para financiar a execução do plano, contribuindo para reduzir incertezas e dar visibilidade ao cronograma de integração e revitalização de ativos. Com a certificação independente das reservas da Phoenix prevista até setembro e a conclusão da avaliação do 3-AND-5-RN em agosto, a companhia entra em uma fase em que a entrega técnica pode se converter em aceleração de receita, apoiando a tese de reprecificação à medida que o gás de Periquito ganha escala e Barrinha/Porto Carão mantêm a trajetória de alta.






