A Blau Farmacêutica (BLAU3) registrou EBITDA recorrente de R$ 122 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA recorrente atingiu 26,3%, representando ganho de 670 pontos-base e o maior patamar desde o primeiro trimestre de 2023. O valor nominal é o mais alto dos últimos quatro anos para a companhia.

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A receita líquida ficou estável em R$ 465 milhões no trimestre, impactada principalmente por limitação de capacidade em algumas linhas de produção no segmento hospitalar. Apesar disso, a margem bruta avançou sequencialmente pelo sétimo trimestre consecutivo, atingindo 40,3%, refletindo melhor mix de produtos e otimização gradual das operações que consolidam a trajetória de recuperação iniciada após os sólidos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa registrou crescimento de 129% no lucro líquido.

O lucro líquido recorrente cresceu 22% para R$ 63 milhões, com margem de 13,6%. A companhia investiu R$ 100 milhões no trimestre, crescimento de 44%, sendo R$ 64 milhões em imobilizado para expansão de capacidade nas fábricas atuais e R$ 36 milhões em intangível para desenvolvimento de novos produtos. O segmento hospitalar, que representa 84% da receita, cresceu 2%, enquanto Varejo+Estética+Plasma recuou 12,3%. Estes resultados operacionais robustos contrastam significativamente com a volatilidade artificial das ações observada em julho, quando o papel oscilou 7% sem qualquer fundamento operacional, evidenciando que os movimentos acionários não refletiam a solidez fundamental do negócio.

A Blau decidiu não converter em participação o empréstimo de EUR 50 milhões para a Prothya, fracionadora de plasma europeia, devido a desafios operacionais da investida. O montante deve retornar acrescido de juros, fazendo a companhia voltar a ser caixa líquido e proporcionando maior segurança para investimentos transformacionais. Esta decisão, já antecipada em julho quando a empresa anunciou oficialmente a não conversão do empréstimo conversível, demonstrates a disciplina de capital que tem caracterizado a gestão da companhia e alinha-se perfeitamente com a política consistente de distribuição de valor aos acionistas. As obras de expansão de capacidade nas fábricas atuais avançam e devem ser finalizadas até o final do ano para suportar o crescimento no curto e médio prazo.

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