A TIM (TIMS3) registrou lucro líquido de R$ 1,79 bilhão no 2T25, crescimento expressivo de 37,3% ante o mesmo período de 2024. O resultado representa uma aceleração significativa em relação aos R$ 810 milhões registrados no 1T25, evidenciando a consistência da trajetória de crescimento e consolidando a empresa como uma das mais rentáveis do setor de telecomunicações brasileiro. O resultado foi impulsionado pela sólida execução operacional e forte desempenho da base de clientes móveis, com destaque para a monetização do 5G que já representa 30% do tráfego da operadora.

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A receita líquida de serviços avançou 5,4% no comparativo anual, atingindo R$ 6,42 bilhões, enquanto o EBITDA normalizado cresceu 6,5% com margem se expandindo 0,8 ponto percentual para 49,5%. A companhia mantém o maior ARPU móvel do mercado brasileiro, de R$ 32,7 por mês, reflexo da superior proposta de valor oferecida aos clientes. Essa solidez operacional sustenta o rating AAA confirmado pela Fitch em junho, que posiciona a TIM entre as empresas com menor risco de inadimplência do país.

O fluxo de caixa operacional (FCO) apresentou expansão robusta de dois dígitos, totalizando R$ 2,7 bilhões no trimestre. Simultaneamente, os investimentos (Capex) representaram 17,1% da receita líquida, redução de 1,3 ponto percentual que evidencia maior eficiência na alocação de capital. A gestão de custos permanece disciplinada, com crescimento de apenas 3,2% no Opex, abaixo da inflação acumulada.

A estratégia de liderança em 5G continua gerando resultados diferenciados. A TIM ampliou a cobertura para 707 cidades, beneficiando 70% da população urbana, e registra crescimento de 9% no tráfego de dados 5G. O Fundo 5G já gerou retorno de R$ 73 milhões para a companhia, com R$ 1,3 bilhão anunciado como juros sobre capital próprio. Este valor representa um crescimento substancial em relação aos R$ 300 milhões em JCP distribuídos em maio, demonstrando a aceleração da política de remuneração aos acionistas sustentada pela geração robusta de caixa.

Para o segundo semestre, a companhia projeta manutenção da trajetória de crescimento sustentável, com foco na execução de parcerias estratégicas como a intensificação dos negócios com a Eletrobrás. A capacidade de combinar crescimento operacional com distribuição crescente de dividendos reflete a maturidade da estratégia de otimização de capital, que incluiu a emissão de R$ 5 bilhões em debêntures em junho para reestruturação da dívida e liberação de recursos para remuneração extraordinária. A TIM também avança em iniciativas de inteligência artificial, com 100 casos de uso mapeados e 24 projetos piloto em desenvolvimento para otimização operacional.

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