A TIM (TIMS3) comunicou ao mercado que sua controladora TIM Brasil Serviços e Participações aprovou a 2ª emissão de debêntures no valor total de R$ 5 bilhões. A operação foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 23 de junho de 2025 e será destinada exclusivamente a investidores profissionais.

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A emissão será dividida em duas séries: a primeira com prazo de vencimento de 5 anos e a segunda com 7 anos. A remuneração oferecida corresponde a 100% da taxa DI acrescida de spread de até 0,80% ao ano para a primeira série e até 0,95% ao ano para a segunda série. O valor mínimo alocado para a segunda série deverá ser de R$ 1,67 bilhão. Os spreads competitivos refletem diretamente o rating AAA confirmado pela Fitch em junho, que posiciona a TIM entre as empresas com menor risco de inadimplência do país e facilita o acesso a financiamentos com custos reduzidos.

Os recursos líquidos obtidos com a emissão serão utilizados principalmente para o resgate antecipado da totalidade das debêntures da 1ª emissão da controladora. Além disso, parte dos valores será destinada ao pagamento de dividendos extraordinários pela emissora e outros propósitos corporativos diversos, conforme o objeto social da controladora. Esta estratégia de distribuição adicional dá continuidade ao padrão consistente de remuneração aos acionistas, exemplificado pela distribuição de R$ 300 milhões em JCP aprovada em maio, demonstrando a capacidade sustentada da empresa de gerar valor para seus investidores.

Será realizado procedimento de bookbuilding para definir a demanda final de cada série e as taxas definitivas de remuneração. A operação representa uma estratégia de refinanciamento da dívida da controladora da TIM, podendo resultar em benefícios financeiros e distribuição adicional de dividendos aos acionistas da TIMS3. A robustez financeira que sustenta esta operação foi evidenciada pelos resultados recordes do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa registrou lucro líquido normalizado de R$ 810 milhões e encerrou o período com R$ 5,327 bilhões em disponibilidades, fornecendo a base sólida para estas movimentações estratégicas de otimização da estrutura de capital.

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