A TIM (TIMS3) informou nesta segunda-feira a conclusão do leilão de 22.059.698 ações ordinárias formadas a partir de frações resultantes da operação de grupamento e desdobramento, arrecadando R$ 455.691.275,10 líquidos. O preço por ação ficou em R$ 20,66, valor que será distribuído proporcionalmente aos acionistas que possuíam frações. Este resultado consolida a etapa final da operação anunciada na semana passada, quando a empresa confirmou que o BTG Pactual conduziria o leilão durante a abertura do pregão da B3.

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A operação técnica foi aprovada em assembleia geral realizada em março de 2025, estabelecendo um grupamento de 100 ações para 1, seguido de desdobramento na mesma proporção. O leilão das frações representa a conclusão bem-sucedida do processo que teve sua implementação efetivada em 3 de julho, quando a empresa encerrou o prazo de 30 dias para acionistas ajustarem suas posições acionárias e as ações passaram a ser negociadas na condição "ex-grupamento e ex-desdobramento".

Os recursos serão disponibilizados aos acionistas até 23 de julho de 2025 através de três modalidades: depósito direto na conta para quem possui dados cadastrais completos, crédito via Central Depositária da B3 para ações custodiadas, e disponibilização na empresa para acionistas sem dados atualizados. A distribuição ocorre simultaneamente ao período de intensa reestruturação financeira da TIM, que programou o resgate antecipado de debêntures para 25 de julho, demonstrando a coordenação estratégica das movimentações corporativas sustentadas pelo rating AAA confirmado pela Fitch.

A empresa alerta que os valores podem estar sujeitos à tributação como "ganhos líquidos" conforme a legislação vigente, com possibilidade de isenção dependendo da natureza do investidor. Os acionistas devem consultar assessores tributários para tratamento adequado dos recursos recebidos. A capacidade de executar simultaneamente múltiplas operações corporativas reflete a maturidade operacional e solidez financeira que posiciona a TIM entre as companhias com menor risco de inadimplência do país.

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