A WNT Gestora de Recursos reduziu sua participação na Light (LIGT3) para 18,94% do capital social após vender 40,07 milhões de ações ordinárias da companhia elétrica. A operação foi comunicada ao mercado nesta quinta-feira, 3 de julho de 2025, e representa uma redução significativa na exposição da gestora ao papel.
A venda foi dividida em duas partes: 37,94 milhões de ações (10,18% do capital) que estavam sob condição suspensiva desde junho, e outros 2,13 milhões de ações (0,57%) vendidas adicionalmente. Com isso, a WNT passou a deter 70,57 milhões de ações ordinárias da Light, mantendo-se como acionista relevante da empresa em recuperação judicial.
Este movimento dá continuidade à estratégia de redução de exposição iniciada pela WNT em maio, quando a gestora reduziu sua participação para 30,43% do capital social após vender 18,59 milhões de ações. A segunda redução, agora para 18,94%, confirma o processo gradual de desinvestimento da WNT na companhia elétrica, representando uma diminuição de quase 12 pontos percentuais desde maio.
A gestora esclareceu que a alienação resulta "somente em uma menor exposição financeira à Companhia", sem qualquer acordo que regule o exercício de direitos de voto ou compra e venda de valores mobiliários, exceto pelo manual interno de exercício de voto da WNT. A operação não envolve mudanças na composição de controle ou na estrutura administrativa da Light.
A movimentação acionária da WNT coincide com o reposicionamento de outros grandes investidores na Light. Em junho, o BTG Pactual anunciou participação de 14,81% na companhia, consolidando-se como acionista relevante justamente no período em que a WNT iniciou seu processo de redução de exposição. Essa dinâmica sugere uma reconfiguração do controle acionário da empresa em recuperação judicial.
A movimentação ocorre em momento crucial para a Light, que atravessa processo de recuperação judicial mas vem apresentando sinais consistentes de recuperação operacional. No primeiro trimestre de 2025, a empresa registrou lucro líquido de R$ 419 milhões e reduziu a dívida líquida em 55%, evidenciando a eficácia do plano de reestruturação em curso. Investidores acompanham de perto as alterações no quadro acionário da companhia, especialmente movimentos de grandes participações que podem sinalizar perspectivas sobre a recuperação da empresa do setor elétrico.






