A Natura (NTCO3) apresentou no Natura Day 2025 sua estratégia de crescimento para os próximos anos, após registrar expansão expressiva de receita líquida de R$ 7,3 bilhões em 2016 para R$ 23,4 bilhões em 2024, crescimento de 3,2 vezes no período. A empresa também anunciou o andamento da separação dos ativos da Avon Internacional, com expectativa de conclusão até o final de 2025.

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O market share da marca Natura atingiu em 2024 o maior patamar dos últimos 10 anos, alcançando 14,1% no Brasil e 8,9% na América Latina. A companhia mantém liderança em perfumaria no Brasil e ocupa a segunda posição mundial no segmento, consolidando sua posição como potência latino-americana de beleza e cuidados pessoais.

A estratégia apresentada pela Natura está estruturada em quatro pilares principais: defender liderança no mercado brasileiro, acelerar crescimento através de canais online e varejo, ganhar eficiência operacional e expandir o conceito "Bem Estar Bem" para toda a base de clientes. A rede de consultoras cresceu de 1,8 milhão em 2016 para 3,2 milhões em 2024, com 75% de engajamento digital.

No âmbito financeiro, a margem EBITDA do Brasil alcançou 22,6% no primeiro trimestre de 2025, representando uma evolução significativa em relação aos 15% registrados na América Latina no mesmo período, quando a empresa ainda enfrentava os desafios da reestruturação operacional. O fluxo de caixa livre cresceu de R$ 0,8 bilhão em 2016 para R$ 1,6 bilhão em 2024, contrastando positivamente com o consumo de R$ 531 milhões registrado no 1T25, período que ainda refletia os custos de transição da separação dos ativos.

Os investidores devem acompanhar a evolução da separação da Avon Internacional e o impacto das iniciativas de crescimento na rentabilidade, especialmente no mercado hispânico onde a empresa busca acelerar a expansão com foco no México. Esta decisão estratégica dá continuidade ao processo que vem sendo implementado desde que a companhia aprovou a incorporação da holding pela Natura Cosméticos, movimento que visa simplificar a estrutura corporativa e concentrar recursos nas operações mais rentáveis. A Natura projeta que o consumo de caixa em 2025 será menor que em 2024 na operação internacional, sinalizando melhoria operacional após o período de renovação da diretoria financeira em maio, quando Silvia Vilas Boas assumiu os cargos estratégicos da companhia.

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