A YDUQS (YDUQ3) divulgou nesta segunda-feira, 12 de maio de 2025, seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2025. A companhia registrou lucro líquido de R$ 128,7 milhões, uma queda de 14,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 1,49 bilhão, representando um crescimento de 1,6% em relação ao 1T24.

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Um dos destaques do trimestre foi a forte geração de caixa. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 1,4 bilhão nos últimos 12 meses, enquanto o fluxo de caixa do acionista chegou a R$ 528 milhões no mesmo período, com R$ 251 milhões gerados apenas no primeiro trimestre de 2025.

Eduardo Parente, CEO da YDUQS, destacou que "gerar caixa é uma vocação do nosso negócio que retomamos com força total". Segundo o executivo, 2025 ficará marcado por um fluxo de caixa do acionista (FCA) excepcional, projetado entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, conforme projeções divulgadas recentemente pela companhia.

No segmento Premium, que inclui as marcas IDOMED e Ibmec, a companhia registrou um crescimento de 14,3% na receita líquida, totalizando R$ 417,5 milhões. O Ibmec, especificamente, apresentou crescimento de dois dígitos tanto em receita (+20%) quanto em EBITDA (+31%) em comparação ao primeiro trimestre de 2024.

A base total de alunos cresceu 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 1,4 milhão de estudantes. Destaque para o crescimento de 13,6% na base de alunos da modalidade Presencial e de 15,5% no segmento Premium.

A YDUQS também anunciou o pagamento de R$ 150 milhões em dividendos em maio de 2025 e a conclusão do programa de recompra de ações no valor total de R$ 300 milhões, dos quais R$ 154 milhões foram executados em 2025. Este programa resultou no cancelamento de 15 milhões de ações mantidas em tesouraria, conforme comunicado anteriormente pela empresa.

Para o futuro, a empresa atualizou suas projeções de Lucro por Ação (LPA). Em 2025, o LPA deverá ficar entre R$ 1,7 e R$ 2 por ação, atingindo um patamar entre R$ 3 e R$ 4 já em 2027, mantendo consistência com as metas financeiras de longo prazo divulgadas pela companhia.

O EBITDA consolidado do trimestre foi de R$ 503,3 milhões, uma redução de 1,1% em comparação ao mesmo período de 2024, resultando em uma margem EBITDA de 33,8% (-0,9 ponto percentual). A companhia implementou um programa de isenção para calouros não engajados, que teve impacto negativo de R$ 27 milhões na receita durante o trimestre.

A gestão da dívida também foi destaque, com a empresa reportando renegociações que levaram ao alongamento do prazo médio e a um custo médio de CDI + 1,07%, sem vencimentos antes de 2026.

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