A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou na terça-feira, 2 de abril de 2024, os reajustes tarifários negativos da Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S/A (EMT) e da Energisa Mato Grosso do Sul – Distribuidora de Energia S/A (EMS), ambas controladas pela Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11).

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De acordo com o comunicado da companhia, na concessão da EMT o efeito médio a ser percebido pelo consumidor será de -4,40%, com redução de -5,61% para os clientes conectados na média e alta tensão, e de -3,90% para os consumidores de baixa tensão. Já na área de concessão da EMS, a redução média será de -1,61%, sendo -3,65% para média e alta tensão e -0,84% para baixa tensão.

Os clientes residenciais (classe B1) da EMT terão uma diminuição de -3,83% nas tarifas, enquanto na EMS a redução para essa categoria será de -0,65%.

O reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos não gerenciáveis (Parcela A - compra de energia, encargos setoriais e encargos de transmissão) e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B - distribuição) pela variação do IGPM menos o Fator X, que repassa os ganhos de produtividade das distribuidoras.

Na EMT, a Parcela A variou +2,56%, totalizando R$ 4,721 bilhões, devido às novas tarifas de transmissão, com o preço médio de repasse dos contratos de compra de energia definido em R$ 272,74/MWh. A Parcela B teve redução de -6,8%, somando R$ 2,804 bilhões, reflexo da inflação de -4,26% deduzida do Fator X de 2,55%.

Para a EMS, a variação da Parcela A foi de +4,90%, totalizando R$ 2,556 bilhões, também por conta das tarifas de transmissão, com PMix de R$ 252,72/MWh. A Parcela B diminuiu -5,82%, para R$ 1,586 bilhão, com inflação de -4,26% e Fator X de 1,57%.

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