A Advanced Micro Devices (AMD) registrou lucro líquido de US$ 2,4 bi (US$ 2.428 mi) no terceiro trimestre de 2026, alta de 95% sobre os US$ 1,2 bi (US$ 1.243 mi) do 3T25. A receita foi de US$ 13,4 bi (US$ 13.377 mi), crescimento de 45% ante o mesmo período do ano anterior e de 16% sobre o 2T26. O lucro por ação (EPS) diluído foi de US$ 1,46, contra US$ 0,75 um ano antes.
O lucro operacional foi de US$ 2,8 bi (US$ 2.832 mi), alta de 123%, com margem operacional de 21%. A margem bruta ficou em 54%, ante 52% no 3T25. Em base ajustada (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes, como remuneração em ações e amortização de intangíveis de aquisições), o lucro líquido foi de US$ 3,5 bi (US$ 3.471 mi) e o EPS ajustado foi de US$ 2,09, alta de 74%. O lucro operacional ajustado somou US$ 3,9 bi e a margem bruta ajustada foi de 56%.
A divisão de Data Center teve receita de US$ 8,5 bi, alta de 97%, impulsionada pelos processadores EPYC e pelo lançamento das GPUs Instinct MI450. A divisão de Client e Gaming somou US$ 3,7 bi, queda de 8%: o negócio de Client subiu 7%, para US$ 2,9 bi, e o de Gaming caiu 40%, para US$ 773 mi, por menor receita de semi-custom e de placas gráficas. A divisão Embedded faturou US$ 1,1 bi, alta de 29%.
O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com outros ajustes) foi de US$ 4,2 bi. O fluxo de caixa livre foi de US$ 554 mi, ante US$ 1,5 bi no 3T25. Caixa e aplicações de curto prazo somaram US$ 15,8 bi, e a dívida total chegou a US$ 7,1 bi, incluindo a emissão de US$ 4,75 bi em senior notes concluída em agosto. A empresa também anunciou acordos para adquirir a World Labs e a Taalas.
Para o 4º trimestre de 2026, a AMD projeta receita de cerca de US$ 17 bi, com variação de 3% para mais ou para menos, o que representa alta de aproximadamente 66% sobre o ano anterior. A margem bruta ajustada esperada é de cerca de 55%.







