Na divulgação do relatório IFRS de 2025, a Natura (NATU3) destacou a alocação tática de R$ 111 milhões em ações de mitigação de riscos climáticos, integrada às demonstrações financeiras do período. Segundo a companhia, esses investimentos funcionaram como um escudo financeiro, neutralizando a materialização de riscos climáticos e preservando o balanço, sem necessidade de ajustes nas demonstrações financeiras nem de impairment de ativos.

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A empresa informou que adotou de forma voluntária e pioneira, em 2025, as normas do International Sustainability Standards Board (ISSB) via CVM 193/244, com foco inicial em clima (IFRS S2) e asseguração limitada. A Natura ressaltou que, neste primeiro ano, utilizará alívios de transição, como divulgação exclusiva sobre clima, dispensa de dados comparativos do período anterior e publicação do relatório climático em data diferente das demonstrações financeiras anuais.

O mapeamento financeiro dos riscos climáticos foi descontado a valor presente com taxa de 14,81%, alinhada ao WACC utilizado nas demonstrações financeiras. Entre os principais riscos mapeados estão fornecimento de bioingredientes, interrupções em operações e logística, preços de commodities críticas, custos de conformidade regulatória e investimentos em transição climática, com impactos associados em notas específicas de receita, custo dos produtos vendidos, ativo imobilizado, seguros, provisões e créditos de carbono.

No campo da resiliência financeira, a Natura reportou progressos em suas metas climáticas com ano-base 2020, incluindo redução de 49% das emissões absolutas dos escopos 1 e 2 em 2025 e queda de cerca de 40% em categorias prioritárias do escopo 3. A companhia também destacou a gestão de passivos por meio de Sustainability-Linked Bonds (SLBs), entre eles um título de 2021 de US$ 1 bilhão e um SLB de biodiversidade emitido em 2024 no valor de R$ 1,3 bilhão, além de informar que 84% da receita é classificada como Green Revenue e 70% como Low-Carbon Revenue, conforme critérios SASB.

Para os próximos anos, a Natura aponta como prioridades a implementação de um ambiente de controles internos integrados para dados ESG, expansão da quantificação financeira de riscos e oportunidades climáticas e maior automação na integração entre dados não financeiros e financeiros, buscando garantir rastreabilidade e confiabilidade semelhantes às da auditoria financeira tradicional.

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