O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou em comunicado nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, que, após o pedido de recuperação judicial ajuizado em 16 de agosto de 2026, vem mantendo negociações com diversos agentes de mercado para buscar soluções à sua situação financeira, incluindo eventual obtenção de recursos por meio de financiamentos. Segundo a companhia, porém, não há até o momento qualquer definição sobre operação dessa natureza, seja quanto a tamanho, prazo ou contraparte.
No mesmo documento, a companhia afirma que avalia alternativas de renegociação de prazos de pagamento de dívidas e de obtenção de recursos adicionais, como mecanismos de transação tributária para alongar pagamentos e a liberação de valores depositados em juízo, inclusive depósitos trabalhistas, com o objetivo de liberar caixa. Essas alternativas, contudo, ainda estão em fase de avaliação e não é possível confirmar se serão adotadas nem em que prazo poderiam ser concretizadas.
A Casas Bahia destaca que informações sobre alongamento de prazo de pagamento a fornecedores no primeiro trimestre de 2026, fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e redução de estoques de R$ 1,15 bilhão no segundo trimestre de 2026 constam dos releases de resultados 1T26 e 2T26 já divulgados ao mercado. O release do 2T26 também mencionou o fechamento de lojas menos rentáveis, redução de Capex e diminuição de custo estrutural, but a empresa afirma que ainda não dispõe de estimativas consolidadas sobre custos e economias dessas medidas.
A administração da companhia entende que o conteúdo da notícia citada pela CVM sobre eventual financiamento na modalidade debtor-in-possession financing (DIP) não configura fato relevante, pois não há operação de obtenção de recursos financeiros contratada ou aprovada, nem renegociação de prazos ou captações definidas. Segundo o comunicado, além do próprio pedido de recuperação judicial e dos resultados já divulgados, não há fato concretizado que possa influenciar a negociação dos valores mobiliários da empresa.
A Casas Bahia afirma que, caso haja definição concreta ou desdobramentos relevantes sobre financiamento, renegociação de dívidas, transações tributárias ou liberação de depósitos judiciais, fará a divulgação tempestiva das informações ao mercado e aos acionistas, conforme a legislação e regulamentação aplicáveis.







