A Raízen (RAIZ4) informou nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, que o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado em 5 de junho de 2026 foi homologado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O plano teve adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários da companhia e passou a reperfilar aproximadamente R$ 61,4 bi em dívidas financeiras quirografárias contratadas com instituições financeiras e emitidas no mercado de capitais local e internacional.
Com a homologação, o reperfilamento dessas dívidas torna-se efetivo e vinculante para a totalidade dos credores sujeitos ao plano, conforme a legislação de recuperação e falência. Segundo a empresa, o acordo busca conciliar necessidades de liquidez de curto prazo do Grupo Raízen com uma estrutura de capital considerada adequada e sustentável no longo prazo.
A companhia informou que segue com os atos preparatórios para implementar o plano, incluindo a conversão de parte dos créditos de credores que escolherem a Opção A em participação na empresa, na forma de units (pacote de mais de um tipo de valor mobiliário negociado em conjunto), além da emissão de novos títulos de dívida garantidos. Também está previsto um aumento de capital entre R$ 3,5 bi e R$ 4,0 bi, a ser integralizado em dinheiro pela Shell Brasil Petróleo Ltda. e, se aderir, pela Aguassanta Participações S.A.
O plano ainda envolve reorganizações societárias, separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de energia, desinvestimentos de ativos e outras medidas correlatas. A Raízen informou que, em cumprimento ao plano, disponibilizará oportunamente aos credores sujeitos os materiais para eleição das opções de pagamento, com regras e procedimentos para exercício dessas escolhas.






