A CPFL Energia (CPFE3) aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta sexta-feira (26/04), uma reorganização societária envolvendo suas subsidiárias. A operação permitirá aumentar a eficiência na estrutura corporativa e operacional do grupo, além de reduzir custos e despesas administrativas, atendendo aos interesses dos acionistas.

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A reorganização ocorreu por meio de uma cisão parcial da CPFL Geração de Energia, com a versão do acervo cindido para a CPFL Energia, controladora do grupo. O acervo cindido era composto pelos investimentos detidos pela CPFL Geração nas empresas CPFL Transmissão Piracicaba, CPFL Transmissão Morro Agudo, CPFL Transmissão Maracanaú, CPFL Transmissão Sul I e CPFL Transmissão Sul II, além de debêntures emitidas pela própria CPFL Geração.

Como a CPFL Geração é subsidiária integral da CPFL Energia, a cisão parcial não resultou em aumento de capital da controladora, sendo apenas uma substituição contábil do valor da participação societária detida pela CPFL Energia na subsidiária cindida. Os custos totais estimados para realizar a operação somam R$ 213.457,50, incluindo despesas com assessores legais e a elaboração do laudo de avaliação.

Em assembleia extraordinária realizada na mesma data, a CPFL Comercialização Brasil, outra subsidiária integral da CPFL Energia, aprovou um aumento de capital por meio da contribuição do acervo cindido pela controladora. Posteriormente, a CPFL Transmissão, subsidiária integral da CPFL Brasil, também aprovou uma capitalização com a contribuição desses mesmos ativos, de modo que as cinco empresas transmissoras passaram a ser detidas diretamente por ela.

As operações foram previamente anuídas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União em 28 de fevereiro de 2024. A companhia ressalta que a reorganização não expõe ou aumenta eventual exposição de risco do grupo.

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