A Hapvida (HAPV3) registrou no quarto trimestre de 2025 (4T25) receita líquida de R$ 7,914,9 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 713,8 mi, com margem de 9,0%. A companhia informou que a sinistralidade caixa ficou em 75,5% no trimestre, impactada por maior frequência de utilização, sazonalidade desfavorável e custos fixos de novas unidades da rede própria.

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No acumulado de 2025, a receita líquida somou R$ 30,863,3 bi e o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,369,4 bi, com margem de 10,9%. A alavancagem líquida encerrou o período em 1,32 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, de acordo com o covenant contratual.

A empresa destacou que a pressão de custos decorreu principalmente do aumento de volume de atendimentos em determinadas linhas de cuidado e regiões, da sazonalidade menos favorável e do ramp-up de unidades novas ainda em maturação, o que gerou diluição incompleta de custos fixos. A Hapvida afirmou que o custo unitário médio se manteve relativamente estável, com o impacto concentrado em volume, mix de utilização e alavancagem operacional.

Como resposta, a companhia informou ter intensificado a governança clínica e a gestão por dados, com revisão de protocolos por especialidade e região, reforço de auditoria médica e maior uso de analytics e inteligência artificial para apoiar autorizações e reduzir desperdícios. A administração declarou que essas iniciativas estão em execução e que a expectativa é de normalização gradual dos principais indicadores assistenciais ao longo de 2026, sem promessa de reversão imediata.

A Hapvida também reportou ciclo de expansão da rede própria em 2025, com adição de cerca de 917 leitos totais (aproximadamente 500 já operacionais) e 26 unidades ambulatoriais, o que elevou temporariamente a sinistralidade pela sobreposição com a rede credenciada e pela ocupação ainda abaixo do ponto de equilíbrio. A companhia afirmou que entra em 2026 com foco em execução, ajustes operacionais, disciplina de capital e recuperação gradual de resultados, mantendo como prioridades a desalavancagem, a eficiência operacional e a experiência do beneficiário.

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