Na divulgação dos resultados de 2025, publicada nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, a Méliuz (CASH3) informou que registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 92,9 mi no ano, alta de 72% em relação a 2024, com margem EBITDA ajustada de 20,2%, avanço de 5,4 pontos percentuais. A receita líquida consolidada em 2025 foi recorde de R$ 460,2 mi, crescimento de 26% frente aos R$ 365 mi de 2024.
No quarto trimestre de 2025, a companhia alcançou receita líquida consolidada de R$ 138,3 mi, 32% acima do 4T24 e 12% superior ao 3T25, e EBITDA ajustado de R$ 34,6 mi, aumento de 64% na comparação anual. No mesmo período, o EBITDA consolidado foi negativo em R$ 17,2 mi, impactado principalmente por efeito contábil de Bitcoin de R$ 57,1 mi.
O core business Shopping Brasil somou receita líquida de R$ 349 mi em 2025, avanço de 41% sobre 2024, com GMV de R$ 5,6 bi, alta de 15%. No 4T25, a receita do Shopping Brasil foi de R$ 109,2 mi, 52% acima do 4T24, com GMV de R$ 1,62 bi e take rate de 7,6%. As novas verticais de Shopping, incluindo Méliuz Prime e Méliuz for Brands, já representaram cerca de 30% da receita dessa linha no trimestre.
A área de Serviços Financeiros registrou receita líquida de R$ 43 mi em 2025, queda de 32% em relação aos R$ 62,8 mi de 2024, impacto ligado à renegociação do acordo com o banco BV. No 4T25, essa receita foi de R$ 11,8 mi, recuo frente ao 4T24, mas avanço de 23% na comparação com o 3T25. Ao fim do ano, a companhia acumulava 5,3 mi de contas digitais abertas em parceria com o BV e 286,8 mil cartões de crédito emitidos.
Em 2025, as despesas fixas somaram R$ 124 mi, equivalentes a 27% da receita líquida, ante 36% no ano anterior, enquanto os investimentos em marketing foram de R$ 51,7 mi, ou 11% da receita. Os custos e despesas operacionais ajustados totalizaram R$ 385 mi no ano, 20% acima de 2024, mas com redução de 4,6 pontos percentuais em relação à receita. A companhia encerrou 2025 com 49,4 mi de contas cadastradas, caixa e equivalentes de R$ 73,1 mi e posição de 604,7 Bitcoin em custódia, avaliados em R$ 291,8 mi.







