A CSN Mineração (CMIN3) registrou lucro líquido de R$ 1,1944 bi no 4T25, o melhor do ano de 2025 e 71,6% acima do 3T25, impulsionado pelo resultado operacional e pelo efeito positivo da variação cambial sobre o caixa em moeda estrangeira. No acumulado de 2025, o lucro líquido foi de R$ 1,6492 bi, queda de 63,6% em relação a 2024 devido principalmente ao impacto da variação cambial nas despesas financeiras.

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No 4T25, a receita líquida ajustada somou R$ 4,1094 bi, 6,7% abaixo do 3T25 e 5,2% acima do 4T24, enquanto a receita líquida ajustada de 2025 atingiu R$ 15,3328 bi, alta de 17,9% sobre 2024. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,7613 bi no 4T25, com margem de 42,9%, e totalizou R$ 6,448 bi em 2025, com margem de 42,1%, crescimento de 9,4% frente a 2024.

O custo dos produtos vendidos no 4T25 foi de R$ 2,5895 bi, 2,1% menor que no 3T25 e 21,9% superior ao 4T24, influenciado pelo maior volume vendido e pela maior participação de compras de terceiros; o custo caixa C1 ficou em US$ 23,4/t no trimestre e em US$ 21,5/t em 2025, dentro da faixa de meta anual. A produção de minério de ferro, incluindo compras de terceiros, alcançou 11.813 mil toneladas no 4T25 e 45.521 mil toneladas em 2025, superando a projeção anual de volume em 4,6%, enquanto as vendas de minério de ferro atingiram 11.981 mil toneladas no trimestre e 45.521 mil toneladas no ano.

Em 31/12/2025, a companhia tinha R$ 8,9 bi em disponibilidades e passou a registrar dívida líquida de R$ 725,2 mi após a aquisição de 11,92% das ações da MRS, com alavancagem de 0,11 vez em relação ao EBITDA dos últimos 12 meses. O fluxo de caixa livre ajustado do 4T25 foi de R$ 253,2 mi, redução de 10,1% frente ao trimestre anterior, em função de menor resultado operacional e maior concentração de investimentos, que totalizaram R$ 885 mi no trimestre e R$ 2,3652 bi em 2025.

Em 26/12/2025, a CSN Mineração aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no total de R$ 423,7 mi, sendo R$ 259,7 mi (R$ 0,04781 por ação) em dividendos intermediários e R$ 164 mi (R$ 0,03019 por ação) em JCP. Além disso, foi proposta para aprovação em assembleia a distribuição adicional de dividendos de R$ 768,6 mi (R$ 0,14149 por ação), que, somados, deverão resultar em pagamento total de R$ 1,2 bi em proventos até 31/12/2026.

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