A B3 (B3SA3) registrou lucro líquido recorrente ajustado pelo benefício fiscal do ágio de R$ 1,5 bi no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 25,3% em relação ao 4T24. No período, a receita total somou R$ 3,0 bi, avanço de 10,6% na mesma comparação, enquanto o lucro líquido atribuído aos acionistas foi de R$ 907,8 mi, queda de 23,0% impactada principalmente pela atualização contábil do imposto diferido sem efeito caixa e pelo pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) extraordinário.

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A receita líquida atingiu R$ 2,65 bi no 4T25, crescimento de 10,5% sobre o 4T24, com desempenho positivo em todos os segmentos. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente foi de R$ 1,83 bi, aumento de 14,5% em um ano, com margem EBITDA recorrente de 69,0%. As despesas ajustadas somaram R$ 624,8 mi, alta de 4,7%, em linha com a inflação, e ficaram no ponto médio do intervalo de projeção para 2025.

No detalhamento operacional, o grupo de receitas pró-cíclicas de Derivativos e Renda Variável cresceu 2,0% em relação ao 4T24, enquanto o grupo de receitas recorrentes, formado pelas demais linhas excluindo reversão de provisões, avançou 23,2%. Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário no mercado à vista foi de R$ 26,2 bi, aumento de 2,3% frente ao 4T24, sustentado por altas em ETFs, BDRs (Brazilian Depositary Receipts, recibos de ações estrangeiras) e Fundos Listados. Em Renda Fixa e Crédito, as emissões de instrumentos de renda fixa cresceram 16,8% e o estoque médio avançou 17,9%, com destaque para o Tesouro Direto, cujo número médio de investidores aumentou 17,4% e o estoque médio 39,9%.

O resultado financeiro da B3 no 4T25 foi positivo em R$ 95,2 mi, ante resultado negativo de R$ 2,1 mi um ano antes, reflexo principalmente de maior CDI médio, maior saldo de caixa e marcação a valor justo de investimentos via fundo L4 Venture Builder. A linha de imposto de renda e contribuição social somou R$ 921,5 mi, influenciada pelo efeito negativo de R$ 1,04 bi da atualização do imposto diferido ligado à amortização fiscal do ágio, sem impacto de caixa, e pelo benefício fiscal da distribuição de JCP de R$ 1,92 bi, dos quais R$ 1,5 bi foram extraordinários com base em saldos de exercícios anteriores.

No trimestre, as distribuições aos acionistas totalizaram R$ 3,65 bi, sendo R$ 1,92 bi em JCP e R$ 1,73 bi em recompras de ações, elevando o retorno aos acionistas em 2025 para R$ 6,3 bi, o que inclui R$ 3,0 bi em JCP e R$ 3,3 bi em recompras, equivalentes a 4,6% do capital social e a um payout de 137% sobre o lucro líquido do exercício. Ao fim de 2025, a companhia apresentava ativos totais de R$ 48,5 bi, alta de 7,2% em relação a dezembro de 2024, e endividamento bruto de R$ 14,9 bi, o que corresponde a 2,1 vezes o EBITDA recorrente dos últimos 12 meses.

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