O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,7 bi em 2025, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) de 11,4%. No 4T25, o lucro ajustado somou R$ 5,7 bi, alta de 51,7% em relação ao 3T25, e a Carteira de Crédito Expandida avançou 1,4% no trimestre. O Índice de Capital Principal (ICP) encerrou dezembro de 2025 em 12,23%.

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A margem financeira bruta totalizou R$ 103,1 bi em 2025; no 4T25, foi de R$ 27,8 bi, alta de 5,4% ante o 3T25 e de 3,8% em 12 meses. A margem com clientes cresceu 12,3%, para R$ 91,7 bi, impulsionada por maiores receitas financeiras, especialmente de operações de crédito com pessoas físicas, com ganho de representatividade do Crédito do Trabalhador.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 8,8 bi no 4T25 e R$ 34,8 bi no ano, com destaques em administração de fundos (+13,5%), taxas de administração de consórcios (+19,3%) e rendas do mercado de capitais (+7,9%). As despesas administrativas cresceram 5,1% em 2025, e o índice de eficiência encerrou em 27,7%.

A Carteira de Crédito Expandida alcançou R$ 1,3 tri em dezembro de 2025, alta de 2,5% em 12 meses. Em pessoas físicas, o saldo foi de R$ 357,0 bi (+7,6% em 12 meses), com crescimento em consignado (+8,1%), não consignado (+11,8%) e cartão de crédito (+19,6%); o Crédito do Trabalhador somou mais de R$ 13 bi em desembolsos em mais de 1,5 mi de operações. Em empresas, a carteira chegou a R$ 455,2 bi (+0,6% em 12 meses), com grandes empresas em R$ 260,4 bi (+4,3% em 12 meses) e desembolsos em linhas com garantias (Pronampe e PEAC‑FGI) acima de R$ 20 bi, alta de 63% ante 2024.

No agronegócio e na agricultura familiar, o saldo foi de R$ 406,1 bi (+2,1% em 12 meses). Nos seis primeiros meses do Plano Safra 25/26 (julho a dezembro de 2025), o Banco do Brasil desembolsou mais de R$ 103 bi em crédito ao agro, além de R$ 12,3 bi em linhas para a cadeia de valor, em mais de 281 mil operações, sendo 73% destinadas ao Pronaf e ao Pronamp. O custo do crédito totalizou R$ 61,9 bi em 2025, refletindo maior risco no agronegócio; no 4T25 foi de R$ 18,0 bi, estável em relação ao trimestre anterior, e a inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, alta de 66 pontos-base ante setembro. A Carteira de Crédito Sustentável fechou dezembro de 2025 em R$ 415,1 bi (+7,3%), distribuída em 2,8 mi de operações.

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