Nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a Méliuz (CASH3) abriu arbitragem na SAKIG, na Polônia, para dirimir divergências sobre a aquisição da participação remanescente da Picodi.com. Pelo contrato de acionistas (SHA), o preço do bloco final está atrelado ao número de First-Time Buyers (FTBs) e, como referência para 2025, poderia variar de PLN 0,70 (R$ 1,05) a PLN 46.442.844 (R$ 69,37 mi), conforme câmbio de hoje. A companhia afirma que tentou solução consensual para a metodologia de apuração e para os resultados reportados, mas, sem acordo, acionou a cláusula arbitral. O procedimento está na fase preliminar, e a operação da Picodi segue com os minoritários.
Este movimento dá continuidade à disciplina de governança e de alocação de capital que a empresa vem sinalizando desde a reconfiguração do pilar financeiro em 2025, com o aviso de encerramento do acordo com o BV e reforço do foco no core de compras. Ao submeter a discussão do earn-out a arbitragem, a Méliuz busca calibrar o desembolso ao desempenho efetivo (FTBs), preservando caixa para a tese principal de shopping/ads enquanto atravessa o período de transição no financeiro.
Para o investidor, três vetores merecem monitoramento: (1) a definição técnica sobre a métrica de FTBs e seus ajustes, que pode comprimir ou ampliar o intervalo de preço do bloco remanescente; (2) o cronograma e os riscos de execução com a Picodi operada por minoritários até a resolução, preservando a integridade do ativo e o potencial de sinergias; e (3) a compatibilidade do eventual pagamento com a geração de caixa do core, num momento em que a companhia já vinha priorizando previsibilidade e comunicação ativa com o mercado — postura coerente com a reconfiguração anunciada e que ajuda a ancorar expectativas durante a arbitragem.







