Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a TOTVS (TOTS3) elegeu Gustavo Mendes como Diretor Vice-Presidente de Negócios para Eficiência Operacional, com posse em 19 de janeiro. Caberá ao executivo conduzir iniciativas para evolução dos principais KPIs, otimização de processos, atuação transversal na expansão, fortalecimento dos resultados operacionais e da oferta integrada nos múltiplos canais, com captura de eficiências via tecnologias de produtividade e IA. A nomeação dialoga com a aceleração do uso de IA no go-to-market e no atendimento ocorrida em 2025, destacada pela aquisição da Suri (Chatbot Maker) que acelerou o commerce conversacional e a IA aplicada a vendas/atendimento. Com mais de 20 anos de experiência em finanças e estratégia (iFood, Prosus, Walmart.com) e trajetória em captação para logística, Mendes agrega repertório de execução e escalabilidade à agenda de produtividade da companhia.
Do lado operacional, a criação dessa vice-presidência sinaliza foco em padronizar processos e unificar indicadores entre Gestão, RD Station e Techfin para extrair sinergias das recentes aquisições. Essa necessidade ficou evidente no fechamento da TBDC, que consolida a vertical agro e materializa a tese 'plataforma + IA' com integração rápida. Ao alinhar CRM nativo do campo, geração de demanda e backoffice do ERP, a TOTVS abriu avenidas de cross/upsell e receitas transacionais que exigem orquestração de canais, métricas de eficiência e telemetria de uso. Um VP dedicado tende a acelerar padronização de jornada, melhoria de conversão, redução de CAC e expansão de margem, sustentando retenção e ticket em verticais prioritárias.
Em paralelo, o reforço de governança operacional é coerente com a próxima etapa de alocação de capital e integração de ativos de maior porte. A TOTVS estruturou a 6ª emissão de debêntures de R$ 3 bilhões para viabilizar a aquisição da Linx, alongando a dívida até 2033, preservando liquidez para integração e execução. Um comando dedicado à eficiência aumenta a probabilidade de capturar sinergias, preservar margens e cumprir os parâmetros de alavancagem reiterados ao mercado, mantendo o equilíbrio entre crescimento inorgânico, geração de caixa e retorno ao acionista.






